CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Bancos liberam mais de R$ 900 bi em dinheiro novo e postergações, diz Febraban

De acordo com o presidente da Febraban, Isaac Sidney, o total das concessões até 22 de maio já está próximo de R$ 1 trilhão, com “redução...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Os bancos liberaram R$ 914,2 bilhões entre contratações, renovações e suspensão de parcelas de empréstimos durante a pandemia do novo coronavírus, segundo balanço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) feito entre os 1º de março e 22 de maio deste ano. O impacto econômico da covid-19 no País, contudo, deve impactar, na visão das instituições financeiras, na demanda por crédito.

De acordo com o presidente da Febraban, Isaac Sidney, o total das concessões até 22 de maio já está próximo de R$ 1 trilhão, com “redução das taxas de juros e dos spreads, mesmo com forte aumento do risco de crédito registrado no período”. “Os números mostram que, mesmo em meio a um cenário adverso decorrente da pandemia, os bancos seguiram ampliando as concessões de crédito”, avalia ele.

Desde o início da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, os bancos já renegociaram 9,7 milhões de contratos com operações em dia, que somam R$ 61,5 bilhões. Essas operações foram postergadas por um prazo que varia de 60 a 180 dias, dependendo da instituição financeira. A maioria é representada por pequenas empresas e pessoas físicas, em um total de R$ 33,1 bilhões.

“Isso bem revela que os bancos aqui fazem parte da solução e não do problema de crise sem precedentes”, diz o presidente da Febraban.

Para Sidney, os números apontam para um crescimento importante das operações de crédito neste período após a pandemia, em especial no segmento de pessoas jurídicas, se comparadas a 2019, quando já havia elevação na concessão de crédito. Entre março e abril, as concessões de crédito a este segmento totalizou R$ 379,417 bilhões, expansão de 36,7% ante mesmo intervalo de 2019.

Na pessoa física, porém, o crédito encolheu 3,5% entre os meses de março e abril, para R$ 312,666 bilhões. A retração da demanda por novas contratações, conforme a Febraban, já era ‘esperada’ devido à queda da atividade econômica decorrente da estratégia de distanciamento social para combater a doença no País.

Os bancos ressaltam o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, que encolheu 1,5% em relação aos três meses anteriores, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Citam ainda estimativas de mercado que indicam que, no segundo trimestre deste ano, a queda do PIB pode ser superior a 10%, o que deve impactar ‘fortemente’ na demanda por crédito.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN