
Para atendimentos cardiológicos via SUS, Governo do Estado repassa R$ 4,1 milhões ao Hospital São Lucas
A medida visa garantir uma maior prestação de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) na região, que abrange a Macrorregião Oeste, composta por 94 municípios....
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Por Fábio Wronski

Na manhã desta sexta-feira (17), o Governo do Estado anunciou um significativo incremento nos recursos destinados ao Hospital São Lucas, em Cascavel, para a ampliação da assistência à cardiologia.
O repasse mensal para custeio de procedimentos passará de R$ 1,1 milhão para R$ 4,1 milhões, representando um aumento de 270%. A medida visa garantir uma maior prestação de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) na região, que abrange a Macrorregião Oeste, composta por 94 municípios.
Desde o fechamento do Hospital Salete, que também recebia recursos estaduais, o setor de cardiologia na região ficou comprometido, com os hospitais públicos locais lutando para atender a demanda crescente. O Hospital São Lucas, referência em alta complexidade em diversas especialidades, incluindo Cardiologia, Ortopedia, Neurocirurgia, Cirurgia Endovascular, Cirurgia Cardiovascular e Cirurgia Bariátrica, será o principal beneficiado com o novo aporte financeiro.
Com o aumento de verba, a Central de Leitos poderá encaminhar mais pacientes ao Hospital São Lucas, que promete oferecer atendimento de excelência via SUS. O Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou a importância da medida para melhorar o atendimento à população do Oeste do Paraná.
“Olha, amplia de um milhão e duzentos reais por mês, um milhão e duzentos mil reais por mês, pra quatro milhões de reais o contrato que nós temos da Secretaria de Estado da Saúde do governo Ratinho Júnior com o Hospital São Lucas. O hospital vai colocar agora o segundo equipamento de hemodinâmica, vai ampliar serviços de várias especialidades, mas principalmente dar conta aí de atender os pacientes de cardiologia de alta complexidade e de urgência. Nós temos o paciente com dor no peito, ele vai precisar de exames, vai precisar de procedimentos como cateterismo e eventualmente cirurgia cardíaca, esses pacientes que estavam indo pra outros municípios pra fazer o procedimento vão ficar aqui em Cascavel, então um passo grande aí pra atender com mais carinho o cidadão aqui da região oeste.
Para o Governo do Estado, o repasse de verbas para o São Lucas, via SUS, também vai melhorar o atendimento do Hospital Universitário, o qual está superlotado e com grandes filas para atendimento.
“Também vai ajudar a desafogar o HU que tá com uma demanda alta. Eu acho que nós temos que somar e saúde nunca tem um fim, saúde não tem missão cumprida. Você vai ver dentro de algum tempo que nós vamos ter grande quantidade de pacientes atendidos no São Lucas e também vamos ter grandes quantidades de cidadãos e cidadãs que serão e continuarão sendo atendidos no Hospital Universitário. É somando esforços que a gente consegue planejar o futuro.”
O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, também comemorou o repasse de verbas, ressaltando a importância de resolver o gargalo existente no setor de cardiologia. “Um tempo atrás nós tivemos uma perda do Salete, que acabamos tendo que absorver os pacientes no HU, parte no São Lucas, e muitos, em torno de 50, 55 por mês, estão indo para outras regiões do Paraná. Hoje, só para você ter uma ideia, o valor do contrato com o São Lucas, com o Governo do Estado, é R$ 1,2 milhão, ele vai aumentar mais R$ 2,8 milhões, isso quer dizer que nós teremos mais capacidade de atender mais pessoas. É um gargalo enorme que nós precisamos resolver e, graças a Deus, hoje tivemos o anúncio oficial deste grande crescimento que nós vamos ter aqui do atendimento ao coração das pessoas.”
O médico Luiz Carlos Toso, diretor clínico do Hospital São Lucas, explicou que o repasse de verba permitirá a ampliação de leitos e da hemodinâmica, dobrando a capacidade existente.
“O hospital hoje faz tudo isso que a gente já falou aí, na verdade a virada vai acontecer quando a gente tiver com a hemodinâmica, a segunda hemodinâmica montada. A segunda hemodinâmica está comprada, instalada no hospital aguardando a gente ajeitar o espaço físico. A gente acredita que em 40 dias a gente tenha a segunda hemodinâmica rodando. Aí a gente pode dar conta de tudo isso com certeza”, destacou.
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