
Diretor do HUOP fala sobre superlotação e espera de pacientes para abertura de leitos
Conforme as informações, os leitos de Urgência e Emergência, Pronto-Socorro e UTI estão lotados devido a carência de leitos na nossa macrorregião...
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Por Fábio Wronski

Na manhã desta terça-feira (17), o Diretor-Geral do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), Rafael Muniz de Oliveira, falou à imprensa sobre a preocupante situação de superlotação enfrentada pela instituição. O cenário é alarmante, com duas ambulâncias represadas aguardando vagas em frente ao hospital, uma desde a noite anterior e outra desde a manhã de hoje.
Muniz destacou que a sala de emergência, projetada para acomodar até quatro pacientes, atualmente abriga sete pessoas:
“Estamos tentando viabilizar a transferência de uma criança da UTI pediátrica para liberar uma vaga e permitir que essa criança desça da ambulância. Infelizmente, a superlotação da sala de emergência resulta em represamento de ambulâncias na porta do hospital. Nossa equipe está trabalhando para liberar uma alta o mais rápido possível e admitir a paciente que está aguardando na ambulância.”
A situação se estende também ao pronto-socorro, que opera muito além de sua capacidade.
“Nosso pronto-socorro tem uma limitação de 33 vagas para internamento e observação, mas hoje estamos com 94 pacientes nos corredores. Mesmo com a abertura de 25 leitos adicionais pela SESA, a superlotação voltou a ocorrer rapidamente. Os pacientes têm seus problemas solucionados, mas a falta de espaço adequado compromete o conforto necessário,” explicou o diretor.
Rafael Muniz de Oliveira ressaltou que a carência de leitos na macro-região é um problema sistêmico, e o HUOP, como hospital ‘porta aberta’, absorve a demanda de toda a região.
“A falta de celeridade não é um problema do nosso hospital, mas de toda a região. Somos o único hospital que recebe pacientes do SAMU e do Siate de forma aberta. As determinações regulatórias, conhecidas como vagas zeros, são inevitavelmente direcionadas ao HUOP. Colocar pacientes no corredor, retirando-os de uma unidade de suporte avançado, como uma ambulância do SAMU, coloca em risco sua condição. Precisamos garantir que, ao descerem da ambulância, encontrem um ambiente minimamente igual, com monitoramento adequado, o que atualmente não é possível devido à limitação de espaço na sala de emergência,” concluiu.
A situação no HUOP reflete um problema estrutural mais amplo, que exige soluções urgentes e coordenadas para garantir atendimento adequado e seguro aos pacientes da região.
O diretor-geral do HUOP participou de uma reunião com o Secretário de Saúde do Estado, Beto Preto, onde foram liberadas verbas para o atendimento do SUS para o Hospital São Lucas, em Cascavel.
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