
Bullying: pais pedem providências após agressão a aluna em colégio no Universitário
De acordo com o pai da jovem, a situação de bullying começou com xingamentos e evoluiu para agressões físicas leves, como tapas e puxões de cabelo....
Publicado em
Por Silmara Santos

Uma adolescente de 14 anos, aluna do Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho, no Bairro Universitário, em Cascavel, necessitou de atendimento do Siate na tarde desta quarta-feira (15) após sofrer uma queda seguida de desmaio no interior da instituição de ensino. O incidente, no entanto, é apenas a ponta do iceberg de uma série de agressões e bullying que a estudante vem enfrentando desde o início do ano letivo, segundo relatos de seus pais.
De acordo com o pai da jovem, a situação de bullying começou com xingamentos e evoluiu para agressões físicas leves, como tapas e puxões de cabelo. “Ela estuda no colégio Olinda Trufa de Carvalho. E desde quando começou as aulas ela vem sofrendo bullying, sabe? Começou com xingamento, depois começou com uma agressão leve, um tapa, um puxão de cabelo. A gente já foi, acho que umas sete, oito vezes na escola reclamar e hoje aconteceu o fato mais grave”, relatou o pai.
O episódio mais recente e grave ocorreu nesta quarta-feira quando um aluno passou a perna na adolescente, provocando sua queda. A jovem bateu o rosto no chão, sofreu uma lesão no nariz e lábios, desmaiou e teve uma convulsão.
O pai ainda informou que quando chegou na escola recebeu a informação da pedagoga de que a adolescente teria caído sozinha e só teve ciência da queda provocada pelo aluno após analisar com cuidado as imagens de uma câmera de monitoramento.
Os pais da adolescente estão profundamente consternados e preocupados com a segurança de sua filha e de outros alunos na escola. “Eu já ouvi relato lá dos alunos que uma vez um aluno puxou a bolsa da professora, derrubou ela no chão, ninguém fez nada, os alunos brigam direto dentro do colégio, saem pra fora do colégio. Na saída, já várias vezes minha esposa que busca minha filha presenciou briga de alunos lá e ninguém faz nada, ninguém soluciona”, desabafou o pai.
Ele ainda acrescentou que, apesar das várias tentativas de diálogo com a escola, incluindo conversas com a pedagoga e a diretora, não houve uma solução efetiva para o problema. “Então, a gente vai ver a medida, o que que a gente pode fazer pra acabar com isso, porque hoje foi um chute que ela caiu e se machucou e com outro aluno ou com ela mesma, o que vai acontecer? Então, a gente tá cada vez se preocupando mais nas escolas com a violência, com o bullying que não acaba”, afirmou.
A equipe da CGN deixa o espaço aberto para que o Núcleo Regional de Educação se pronuncie sobre as providências que serão tomadas em relação ao ocorrido.
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