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E daí? – por Caio Gottlieb

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Depois de ouvir as mais diferentes manifestações de analistas imparciais, comentaristas tendenciosos, palpiteiros descompromissados e gozadores impiedosos, cheguei a algumas conclusões sobre o conteúdo do vídeo da famosa reunião ministerial do dia 22 de abril.

Do ponto de vista do festival de palavrões, ameaças, bazófias e bravatas que animaram o encontro, não foi, a rigor, nada diferente do que acontece na maioria dos governos pelo mundo afora, com a única diferença de que normalmente ninguém fica sabendo. Ademais, vamos convir que, no Brasil, xingar deputados, senadores e membros do STF já virou uma espécie de esporte nacional.

Do ponto de vista jurídico, ainda que as declarações do presidente possam sugerir uma possível tentativa de interferência indevida na Polícia Federal, não há provas cabais suficientes para configurar a materialidade do crime, e o Procurador Geral da República, que é o dono da ação, mandará arquivar o caso.

Do ponto de vista político, no cenário improvável de que o PGR ofereça denúncia contra o presidente por improbidade administrativa, o processo, após ser acatado pelo plenário do STF, só terá andamento se for autorizado por dois terços da Câmara dos Deputados, o que, sejamos realistas, é uma missão praticamente impossível, ainda mais agora que Bolsonaro, alinhado com o Centrão, está fortemente blindado.

Do ponto de vista da opinião pública, que, no final das contas, é o que mais vale na briga política, não mudou nada. Quem era contra Jair Bolsonaro, continuará sendo contra. Quem era a favor, seguirá ao lado do presidente. Aliás, até arriscaria dizer que, por certas verdades ditas no ruidoso evento, ele deve ter arrebanhado mais uma considerável legião de apoiadores.

De resto, é vida que segue.

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