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Alunos de Medicina da Unicentro requerem espaços para o internato em Guarapuava

Natalia Bortolanza, que é a atual presidente do Centro Acadêmico de Medicina da Unicentro, utilizou a sessão na câmara para relatar as dificuldades pelas quais os...

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Por Silmara Santos

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Alunos de Medicina da Unicentro requerem espaços para o internato em Guarapuava

Alunos do curso graduação em medicina da Unicentro (Universidade Estadual do Centro Oeste) foram até à Câmara de Vereadores de Guarapuava nesta terça-feira (27) para requerer aulas práticas para os alunos do curso no município.

Natalia Bortolanza, que é a atual presidente do Centro Acadêmico de Medicina da Unicentro, utilizou a sessão na câmara para relatar as dificuldades pelas quais os alunos de medicina estão enfrentando na saúde do município.

“Venho aqui demonstrar e reforçar a importância de termos espaço nos ambientes de saúde da cidade de Guarapuava. Não tinha como ter essa sessão sem que fosse aberto um espaço a nós, os estudantes. A gente passa por um processo seletivo, rigoroso e de alta concorrência para passar em uma universidade pública, gratuita e de qualidade. As nossas aulas teóricas, elas cumprem com a qualidade que deveriam, mas a gente precisa, acima de tudo, do apoio por parte do poder público para que essa qualidade seja mantida nas práticas. Só se aprende Medicina de Verdade junto com as práticas”.

Em seu relato, a aluna disse que quando a primeira turma de medicina da universidade entrou em época de internato, os alunos precisaram buscar outras cidades, pois não havia espaço para que os alunos fizessem o internato em Guarapuava.

“A gente sabe que o município de Guarapuava tem mais de um curso de medicina. E, por isso, a gente sabe também que isso exige que ambos os cursos tenham as suas estruturas pré-definidas, separadas e que se compreendam as limitações burocráticas de uma universidade pública sem que ela se torne limitada”.

Em conversa com a equipe de reportagem da CGN, Natalia explicou que o município alega não poder arcar com os custos e que tal demanda seria de responsabilidade do Governo do Estado.

A aluna ainda reitera que o Hospital Regional de Guarapuava, que atende pessoas de toda a região, deveria funcionar como um hospital escola. Esse modelo pode ser comparado com o que é aplicado no HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), em Cascavel, que serve de base para os alunos de medicina da Unioeste.

Outro questionamento que foi exposto na plenário da Câmara é a viabilidade de iniciar mais uma turma de medicina em abril sem a prática no hospital e nas unidades de pronto atendimento do município. Sendo assim, alguns alunos falam inclusive sobre paralisar o curso na universidade.

“Falaram sobre paralisação nas redes sociais. Tem uma legenda, todo mundo lê. E a paralisação não é aqui um jogo político. Ela é uma consequência inevitável. De seis anos em que esse curso existe. Seis anos de que isso não ocorre no mundo. Consequência inevitável. Paralisação”.

Requerimento sobre o assunto será apresentado

Para solucionar a questão, o Poder Legislativo do município irá atuar como mediador nessa questão. O primeiro encaminhamento da reunião será um Requerimento de indicação de legislação para o Executivo. A ideia é sugerir ao município uma forma que viabilize receber os alunos nas unidades de saúde. A proposição deve ser protocolada e apreciada já na próxima semana. 

Segundo o vereador Profº Saulo (Republicanos), um dos caminhos que podem ser seguidos é a oferta de gratificações aos médicos que supervisionarem os alunos. “Então, a gente vai sugerir que o município conceda essa gratificação”, explicou o vereador, salientando que essa é uma forma de tornar atrativo para o profissional e dar oportunidade aos acadêmicos. 

O Vice-reitor da Unicentro, Ademir Fanfa Ribas, lembrou que a Unicentro oferece bastante a Guarapuava e nesse sentido, auxiliar na questão dos internatos para os alunos também é fortalecer esse atendimento. “Nós temos a contrapartida, nós atendemos pessoas no município, nós temos várias ações via SUS. Estamos aqui pedindo ajuda e queremos agradecer muito a Câmara, ao Presidente Pedro, ao vereador Profº Saulo”, ponderou Ademir Fanfa Ribas.

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