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Mulher que prometeu cura do coronavírus em ‘live’ é indiciada e diz ter recebido receita de anjo

A mulher de 63 anos disse que rezava durante uma madrugada quando o "anjo" apareceu e lhe informou a receita para cura da Covid-19...

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Por Luiz Oliveira

A moradora de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, que disse em uma live em rede social que conseguiu uma receita milagrosa para curar o coronavírus, foi indiciada nesta quinta-feira (14) pelos crimes de curandeirismo e charlatanismo. A mulher, de 63 anos, teria dito em depoimento à Polícia Civil que divulgou a receita, após recebê-la de um “anjo” que apareceu dias antes durante a madrugada.

Cerca de mil pessoas acompanharam a transmissão da última segunda-feira (11). Ao tomar conhecimento do fato, a Secretaria Municipal de Saúde denunciou o caso à Promotoria de Justiça, que solicitou investigação policial.

Anjo

Sobre o encontro com o anjo, ela relatou que estava acordada e ajoelhada rezando, quando ele apareceu e repassou a receita, que seria composta por água, vinagre, água sanitária e água oxigenada. Segundo ela, as pessoas poderiam colocar a mistura em suco para beber.

terapeuta e naturalista’, como se identifica a investigadafoi proibida de veicular a receita, já que todo medicamente precisa ter registro oficial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O vídeo já foi retirado da rede social.

“Preocupação”

O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Wilmar Mendonça Guimarães, afirmou que é assustador pessoas divulgarem este tipo de falso tratamento. “Existe previsão no Código Penal de que pessoas que exercem curandeirismo podem ser presas. A senhora deste vídeo, dá para se ver que tem limitações culturais, mas ela dá o endereço e propõem tratamentos, como se recebesse uma cura de Deus, o que pode causar um grande dano”, ressaltou.

Mendonça fez questão de destacar que o coronavírus não tem cura e que, infelizmente, muitas informações acabam confundindo as pessoas. “Se fala hoje da cloroquina, amanhã da azitromicina e semanas depois vem estudos mostrando que não é uma pratica adequada. Isso vem acontecendo muito, porque é uma doença nova e sem uma cura. As pessoas acabam buscando uma solução, porque a doença é grave e com mortalidade elevada no grupo de risco”, concluiu.

Os cuidados reais, sem uma cura ou tratamento 100% efetivos, são a higienização das mãos e o isolamento social. O resto é pura fantasia.

O texto é do site Banda B.

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