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“Evite o risco”: Aspirante Jorge fala sobre ocorrências de choques elétricos e afogamentos

A outra ocorreu na tarde de sábado (10) e vitimou o pequeno Joaquim Emanuel, de 3 anos de idade. Ele estava com a família no alagado...

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Por Isabella Chiaradia

Duas trágicas ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros chamaram a atenção da população na última semana em Cascavel. A primeira ocorreu na sexta-feira (09) quando Adilson Benjamim dos Santos de 26 anos de idade, morreu eletrocutado após encostar na fiação elétrica enquanto fazia reparos no forro de uma residência.

A outra ocorreu na tarde de sábado (10) e vitimou o pequeno Joaquim Emanuel, de 3 anos de idade. Ele estava com a família no alagado de Boa Vista da Aparecida quando desapareceu e horas depois foi encontrado morto após se afogar.

Diante das notícias, o Aspirante Jorge do Corpo de Bombeiros de Cascavel, concedeu uma entrevista na manhã desta segunda-feira (12) para comentar os casos e também orientar a população.

Choques elétricos

O Aspirante destacou que no Paraná são cerca de 180 registros de choques elétricos, número que pode parecer pequeno, mas não é, considerando a letalidade da ocorrência. No levantamento, foi constado que as vítimas, na maioria dos casos, estavam realizando algum tipo de trabalho que envolva o contato com a fiação, seja relacionado à manutenção ou instalação de equipamentos/serviços.

Ele destacou que os números de acidentes domésticos têm diminuído, sendo que os casos mais graves são de trabalhadores, que acabam sofrendo outros tipos de traumas após o choque, por exemplo, quedas, quando estão trabalhando em lugares mais altos.

O Aspirante orientou que antes de iniciar os trabalhos, a rede elétrica seja desligada, devendo ser evitado ao máximo a proximidade com a rede elétrica. Porém, em casos de acidente, os Bombeiros e outras formas de socorro, devem ser acionadas de forma imediata

Ele também destacou que ao ver outra pessoa tomando um choque, o contato com a vítima deve ser evitado, pois a corrente se propaga pelo corpo, gerando mais vítimas.

Afogamentos

As ocorrências de afogamentos que estão sendo atendidas pelo Corpo de Bombeiros, têm se tornado recorrentes, principalmente com a elevação das temperaturas, férias e feriados prolongados.

De acordo com o Aspirante Jorge: “o que eu percebo, pelo menos em nossa região, é o descuido, por exemplo, perda do contato visual com as crianças ou em casos de adultos, principalmente masculinos, que se expõem a um risco desnecessário o que estão sob efeito de álcool ou entorpecentes”.

Por isso, ele indica que as pessoas não entrem em locais desconhecidos e evitem estarem em ambientes aquáticos desacompanhadas: “reforçamos que a criança deve estar a no máximo um braço de distância dos pais ou responsáveis para que possa ser resgatada”.

No caso de Joaquim, o Aspirante relatou que a família não estava em um ambiente aquático, mas sim em uma confraternização em um ambiente fechado, no momento em que o garotinho, brincando com as outras crianças, acabou se afastando e se ausentou sem que ninguém percebesse, sendo localizado sem vida dentro da água.

A criança não tem noção do risco, tem que ter vigilância constante. E o adulto deve ter bom senso, não se expondo ao risco.

Aspirante Jorge

Nos casos de acidente, o Aspirante orientou que algum objeto deve ser lançado em direção à vítima, para que ela se agarre para sair da água ou consiga, pelo menos, flutuar. A última instância, é alguém tentar salvar a vítima, pois isso deve ser feito por pessoas habilitadas, com equipamentos adequados e treinadas.

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