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Juros fecham em alta, com fiscal, dólar e política no radar

No fim da sessão regular, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava em 2,475%, o mesmo nível do ajuste de sexta-feira. O...

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Por Agência Estado

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A permanência do risco fiscal, a alta do dólar e renovadas apreensões com a cena política brasileira, agravadas na tarde desta segunda-feira, 11, pelo temor de uma paralisação de caminhoneiros em São Paulo, fizeram com que os juros fechassem a sessão regular desta segunda-feira em alta. Até mesmo os vencimentos mais curtos zeraram a baixa, em um movimento de espera do teor da ata do Copom, amanhã de manhã. O temor de uma segunda onda de coronavírus na Ásia deu o tempero para uma piora externa, elevando a aversão global a ativos de maior risco.

No fim da sessão regular, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava em 2,475%, o mesmo nível do ajuste de sexta-feira. O janeiro 2022 subia de 3,240% para 3,270%. O janeiro 2023 ia de 4,420% para 4,460%. E o janeiro 2027 avançava de 7,440% para 7,490%. Desta forma, a curva ganhou nova inclinação hoje.

A semana política promete ser intensa – e os ativos brasileiros refletem isso. A segunda-feira é marcada pelo depoimento do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, no inquérito que apura denúncias do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro. Segundo apurou o repórter Fausto Macedo, a oitiva ocorre desde as 10h10 e nela Valeixo afirmou que o presidente lhe disse que não tinha nada contra ele, mas queria um diretor-geral com quem tivesse mais afinidade.

Outros delegados, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e os ministros Augusto Heleno (GSI), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Walter Braga Netto (Casa Civil) serão ouvidos nos próximos dias.

Nesta tarde, a temperatura política brasileira aumentou um grau, diante de relatos de ameaças de paralisações de caminhoneiros contra a extensão das medidas de isolamento social determinadas pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto de Bolsonaro.

O mercado aguarda ainda a decisão de Bolsonaro sobre o veto ao trecho que amplia as categorias que não sofrerão com o congelamento de salários no âmbito do projeto de socorro a Estados e municípios.

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