CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Itaú corta projeção de PIB do Brasil em 2020 de -2,5% para -4,5%

Por trimestre, o Itaú espera queda de 2,1% do PIB no período de janeiro a março e contração de 10,6% no segundo trimestre, seguido de altas...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Em meio à pandemia de coronavírus, o Itaú Unibanco piorou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020, de queda de 2,5% para contração de 4,5%, conforme relatório divulgado nesta segunda-feira, 11. Para 2021, a estimativa de crescimento também foi revisada para baixo.

Por trimestre, o Itaú espera queda de 2,1% do PIB no período de janeiro a março e contração de 10,6% no segundo trimestre, seguido de altas de 10,1% no terceiro trimestre e de 0,70% no último quarto do ano, considerando as comparações na margem, com ajuste sazonal.

As projeções para a taxa de desemprego, por sua vez, foram elevadas: de 12,6% para 14% no fim de 2020 e de 12% para 13,7% no fim de 2021.

“A mudança foi causada por crescimento global mais baixo; propagação do vírus no Brasil ainda intensa e persistente; e expectativa de deterioração do cenário fiscal no Brasil, que gera condições financeiras menos estimulativas e reduz a capacidade da economia de retomar o crescimento depois que a epidemia passa”, explica o banco.

O Itaú Unibanco também piorou significativamente as projeções fiscais no âmbito da crise provocada pelo novo vírus na revisão de cenário divulgada nesta segunda. O banco estima que deve haver aumento de gastos sociais no ano que vem, os quais devem ser parcialmente financiados pelo aumento de carga tributária.

O banco passou a prever déficit primário este ano de 10,2% do PIB, ou R$ 735 bilhões. Antes, a projeção era deficitária em R$ 590 bilhões, ou 8% do PIB. Para 2021, a expectativa de déficit foi elevada de R$ 70 bilhões (0,8% do PIB) para R$ 175 bilhões (2,2% do PIB).

Há expectativa de aumento de cerca de R$ 67 bilhões de gastos sociais no ano que vem, segundo o banco, que devem ser parcialmente financiados por um aumento de carga tributária de 0,2%, ou R$ 20 bilhões, focados em tributos sobre lucros de setores específicos e de alta renda.

“A piora em 2020 decorre principalmente da perspectiva de aumento de gastos para o combate aos impactos do coronavírus, além da atividade econômica mais fraca”, afirma. “O aumento de gastos sociais deve elevar o benefício médio do Programa Bolsa Família de R$ 200 para R$ 600 mensais e ser implementado por meio de um fundo fora do orçamento público, e não sujeito ao teto de gastos, de modo que todos os gastos primários restantes continuarão respeitando a regra fiscal.”

Nesse cenário, o banco espera que a dívida bruta alcance 92% do PIB em 2020 e 88% do PIB em 2021, ante 76% em 2019. “No caso de piora fiscal adicional, a retomada da economia e a sustentabilidade das taxas de juros nas mínimas históricas ficariam ainda mais prejudicadas”, alerta a instituição.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN