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CBSk perde filiação internacional e skate será gerido pelo COB até criação de nova federação

Existia um impasse porque a WS exigiu que cada nação passe a ter apenas uma representação em seu quadro, e o Brasil tinha duas: a CBSk...

Publicado em

Por Agência Estado

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A World Skate (WS), organização internacional responsável pela regulação do skate e dos esportes sobre patins, retirou a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) do seu quadro de filiados, conforme informado em documento publicado nesta quarta-feira. A decisão também coloca o Comitê Olímpico do Brasil (COB) como gestor direto do skate no País, até a realização dos Jogos Olímpicos de Paris-2024, e dá sinal verde para a Confederação Brasileira de Hóquei e Patins (CBHP) se tornar a nova representantes dos skatistas, mediante o cumprimento de uma lista de exigências.

Existia um impasse porque a WS exigiu que cada nação passe a ter apenas uma representação em seu quadro, e o Brasil tinha duas: a CBSk e a CBHP. A instituição internacional chegou a propor uma fusão às duas entidades, mas nenhum acordo foi atingido. A CBSk vinha desafiando a determinação, pois vê a CBHP tentando “se apropriar do skate”, como foi dito em carta aberta divulgada há uma semana. Os principais nomes do skate brasileiro da atualidade, como Rayssa Leal, Pedro Barros e Giovanni Vianna, além de veteranos do calibre de Bob Burnquist e Sandro Dias, vinham se manifestado publicamente contra a fusão, pedindo que “o skate continue nas mãos dos skatistas”.

Na publicação desta quarta, a WS critica a CBSk por ter “recusado qualquer diálogo com a CBHP” e a de ter realizado uma “campanha difamatória na mídia contra a World Skate e suas regras”. O texto também destaca a falta de “intenção de se associação como a CBHP e demais esportes regidos pela World Skate” e diz que a proposta apresentada pela CBSk não está de acordo com as determinações da World Skate, uma vez que previa manter duas entidades separadas sem criar uma organização guarda-chuva”.

A CBHP, por sua vez, aceitou se transformar na “organização guarda-chuva”, que, assim como a World Skate faz a nível internacional, representará diferentes categorias do skate e dos esportes sobre patins. Agora, a entidade brasileira de patins e hóquei terá até abril estabelecer uma nova federação chamada “Skate Brasil”. Para ser aprovada, terá de provar à WS as condições necessárias para a criação do novo órgão, o que passa por conceder autonomia financeira e técnica a cada esporte e cumprir “todas as Cartas Mundiais de Skate e as Normas Olímpicas Nacionais relevantes”.

Ou seja, Neste modelo, cada uma das 13 modalidades que serão representados pela nova entidade, incluindo os olímpicos skate park e skate street, terá sua própria organização dentro do “guarda-chuva”. Os esportes originalmente representados pela CBHP, dentro do universo do patins e do hóquei, não fazem parte do programa da Olimpíada. A falta de experiência da entidade era um dos pontos apontados pela CBSK para não querer a fusão.

Em entrevista ao Estadão, antes da decisão desta quarta, o presidente da CBSk, Eduardo Musa explicou a proposta entregue por sua entidade à World Skate. “A gente propôs que fosse a CBSk nesse primeiro momento por um motivo que no nosso entendimento é óbvio, que é a única modalidade olímpica da Federação Internacional. Então, os assuntos relativos à Olimpíada a gente entende que teria que ser tratados pela modalidade que rege isso. E a gente deu garantias por escrito que, quando o assunto fosse exclusivamente de outras modalidades, a gente passaria uma procuração a representante da CBHP, que eles tivessem total autonomia para decisões, votos, observações técnicas, já que a gente não tem conhecimento da modalidade deles do mesmo jeito que eles não tem nenhum conhecimento sobre o skateboard.”.

O CASO
O problema da representação do skate começou ainda em 2017, mas, após muitas negociações, o COB reconheceu a CBSk como a responsável pelo esporte em sue primeiro ciclo olímpico. Antes disso, o plano inicial era deixar o skate nas mãos da CBHP, proposta à qual skatistas reagiram com ameaça de boicote.

O skate brasileiro chegou aos jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, sob o comando da CBSk, e conquistou medalhas de prata com Rayssa Leal e Kelvin Hoefler no street e com Pedro Barros no Park. Depois disso, contudo, o debate sobre qual entidade deveria representar o esporte voltou à tona com as novas determinações da World Skate, em 2023.

Desde o início, a CBSk resistiu à fusão. Além de apontar a falta de conhecimento da CBHP sobre o skate, também vinha questionando como a federação de patins e hóquei teria acesso às verbas públicas destinadas ao skate sem os certificados 18 e 18-A, emitidos pelo Ministério do Esporte de acordo com o regras de gestão. Esses certificados autorizam a captação de recursos e terão de ser providenciados pela CBHP para concluir a criação da nova federação.

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