
Como a Aliexpress se posicionou no mercado em 2020?
Na esteira do novo coronavírus, a gigante de marketplace lançou novos serviços para atender a demanda dos brasileiros...
Publicado em
Por Redação CGN

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o mundo todo entrou em crise econômica dadas
as medidas necessárias à contenção do vírus.
Por provocar uma síndrome respiratória grave, que pode levar à morte em casos de
complicações, a regra é praticar o chamado distanciamento social. Ou seja, as pessoas devem passar a maior parte do tempo dentro de suas casas.
Esse comportamento impacta diretamente no comércio local, que está tendo que se reinventar
para garantir uma sobrevida.
Diante desse cenário, empresas de tecnologia voltadas para o entretenimento e,
principalmente, o e-commerce viu seus resultados avançarem positivamente. O AliExpress,
por exemplo, registrou aumento considerável nas vendas de papel higiênico e máscaras de
proteção.
O serviço de varejo pertence ao Grupo Alibaba, empresa de comércio on-line sediada na
China.
Criado em 2010, o braço varejista do e-commerce nasceu após a experiência do Alibaba
com a epidemia da SARS, em 2003, que também foi provocada por um tipo de coronavírus.
Aliando essa experiência anterior à necessidade de consumo das pessoas, o AliExpress já
anunciou mudanças para atrair o público que ainda estava resistente a aderir às compras
on-line.
Reposicionamento
Quando a covid-19 ainda era uma epidemia localizada na China, as entregas do AliExpress
sofreram um impacto. A empresa chegou a alertar os consumidores que os pedidos
realizados a partir de 1° de fevereiro poderiam levar até 30 dias para serem postados, antes
da disseminação da doença, o prazo era de dois dias.
A reação veio em abril, quando foi anunciado um novo serviço chamado de AliExpress
Direct. O recurso foi idealizado para facilitar a vida dos brasileiros, que antes recebiam os
pedidos em pacotes diferentes, já que a plataforma de marketplace reúne diversos
fornecedores.
Ao optar pelo AliExpress Direct, o consumidor brasileiro vai receber todos os pedidos de
uma só vez em um único pacote. Com isso, há menor contato com entregadores e uma
entrega mais rápida.
É possível optar pelo novo sistema no ato da compra, mediante o pagamento de uma taxa
de US$ 3, cerca de R$ 17, dependendo a cotação do dólar. Mas, se a compra ultrapassar
US$ 30 – aproximadamente R$ 174 – a taxa não será cobrada.
Parcelamento e devolução
Outras duas novidades foram lançadas na esteira do novo coronavírus. Uma delas é a
opção de pagamento parcelado, também anunciada em abril.
O parcelamento está liberado para cartões de crédito emitidos no Brasil e pode ser feito em
até seis vezes sem juros, o que não era possível até agora. Essa modalidade já representa
15% das negociações realizadas no Brasil.
O outro lançamento é a devolução gratuita. Se for feita dentro do prazo de 15 dias, poderá
ser feita sem o pagamento de taxas. Basta o consumidor fazer a solicitação de reembolso.
Possibilidade futura
O AliExpress é um dos sites mais procurados por brasileiros na hora de fazer compras on
line. No entanto, o prazo de entrega está longe de ser o ideal: cerca de um mês.
Pensando nisso, a empresa estuda possibilidade de ter um centro de distribuição no Brasil.
Embora ainda não tenha nada certo, a direção aponta que essa pode ser uma decisão em
médio prazo.
De acordo com o AliExpress, está em andamento um esforço conjunto com serviços de
entrega para diminuir o preço dos envios. E ainda estão experimentando lojas físicas no
Brasil. Em Curitiba já existe um projeto piloto sendo testado, mas ainda é cedo para afirmar
uma expansão de negócio em solo tupiniquim.
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