
Esposa do motoboy morto por PM de folga diz que agente estava bêbado e atirou para matar
De acordo com a PM, o motoboy se envolveu em uma briga generalizada em uma praia do balneário Shangri-lá, a cerca de 450 quilômetros de São...
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A esposa do motoboy Paulo Caique de Lima, morto a tiros por um soldado da Polícia Militar (PM) em Pontal do Paraná, no litoral do Estado, disse que o agente “estava bêbado” e “atirou para matar”. Paulo tinha 32 anos, vivia em São Paulo e morreu após ser atingido por um tiro disparado por um PM de folga na última terça-feira (2).
De acordo com a PM, o motoboy se envolveu em uma briga generalizada em uma praia do balneário Shangri-lá, a cerca de 450 quilômetros de São Paulo, e tentou roubar a arma do servidor. Ao menos seis pessoas teriam se envolvido na confusão.
Em uma rede social, a esposa do turista pediu justiça e a punição do policial envolvido no caso. “Pedimos justiça! Queremos a punição do policial que tirou sua vida… Ele estava de folga, bêbado e armado! Atirou no peito, atirou para matar!!!”, escreveu.
Em outra postagem, a mulher diz que o soldado estava “cheio de cachaça” e “tirou a vida de um moleque bom”. “O policial era tão bonzinho que os outro pilantra foi nos estabelecimentos próximos ao caso e falou pra apaga as filmagens raça imunda [sic]”, acrescentou a esposa de Paulo.
O sepultamento do corpo do motoboy, também conhecido como “Baiano”, está previsto para ocorrer nesta sexta-feira (5), em São Paulo.
O que diz a Polícia Civil
O caso será investigado pela Polícia Civil, que emitiu a seguinte nota a respeito:
“A Polícia Civil do Paraná (PCPR) esclarece que a Polícia Militar apresentou a ocorrência informando que um policial militar de folga havia sido vítima de tentativa de agressões, sendo que para se defender havia baleado dois suspeitos, um veio a óbito.
Conforme relatado pelos policiais que apresentaram a ocorrência no plantão, os agressores tentaram roubar a arma do policial militar. O suspeito hospitalizado foi autuado em flagrante por tentativa de roubo e lesão corporal.
As investigações estão em andamento, com depoimentos de testemunhas sendo coletados e buscas por imagens que possam esclarecer a dinâmica dos fatos. A conclusão do inquérito policial está prevista dentro do prazo legal de 10 dias.“
Fonte: Banda B
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