Com liquidez reduzida, taxas ficam de lado apesar de agenda forte nos EUA

A lateralidade do dia contrasta com a trajetória da semana, de alívio de prêmios, assegurado não só pelo otimismo sobre a política monetária americana, como também...

Publicado em

Por Agência Estado

Os juros futuros fecharam a sessão de lado. As taxas, que já tinham movimento moderado pela manhã, oscilaram ainda menos no período da tarde, mesmo após a aprovação do Orçamento de 2024 pelo Congresso. O mercado operou praticamente num esquema de plantão de Natal, que comprometeu um pouco mais a liquidez.

A lateralidade do dia contrasta com a trajetória da semana, de alívio de prêmios, assegurado não só pelo otimismo sobre a política monetária americana, como também pela elevação do rating do Brasil pela S&P e avanço da agenda econômica do Congresso. Em relação à última sexta-feira, a ponta curta cedeu cerca de 5 pontos-base e a longa, em torno de 15 pontos base.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 encerrou a 10,055%, de 10,057% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2026 passou de 9,60% para 9,62%. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 9,71% (9,70% ontem). A do DI para janeiro de 2029 passou de 10,09% para 10,08%.

Nas mesas de renda fixa, os profissionais relativizaram o impacto que a agenda do dia poderia ter sobre a curva, dado que os prêmios já vinham fechando bastante, em movimento de precificação das boas notícias internas e externas. “Ontem tivemos o último leilão do ano e mercado de juros já andou muito. Ninguém quer mais se arriscar. A Bolsa é que está fazendo um catch up”, afirma Daniel Leal, estrategista de renda fixa da BGC Liquidez.

Pela manhã, ainda havia algum fôlego de queda guardado para o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês) de novembro, que veio abaixo do consenso. Na comparação anual, a alta de 2,6% foi menor que a de 3,0% no mês anterior e que o consenso de mercado de 2,8%. O núcleo recuou a 3,2% no mesmo período, contra 3,5% no mês passado e abaixo da projeção de 3,4%. O PCE é a medida de inflação preferida do Fed. As apostas para o orçamento de cortes de juros em 2024 se dividem entre 150 e 175 pontos. Por outro lado, as encomendas à indústria saltaram 5,4%, bem acima das previsões (+1,8%), alimentando a ideia de pouso suave da economia americana.

No Brasil, a aprovação do projeto das apostas esportivas ontem na Câmara zerou o conjunto das matérias de arrecadação pendentes no Congresso, almejado pela equipe econômica para viabilizar a meta de primário zero em 2024. Nesta tarde, o Congresso aprovou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o próximo ano, mas ainda assim a curva não esboçou reação.

“As preocupações fiscais não foram sanadas, tendo sido apenas transferidas para o ano que vem, o que serve como limitante ao otimismo. De todo modo, o contexto de curto prazo, incluindo a melhora externa, favorece a preservação dos ganhos recentes”, diz Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X