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Mais de 9 milhões de lares têm despejo inadequado de esgoto sanitário, diz IBGE

Entre os 72,395 milhões de domicílios no País, 12,6% indicaram que despejam dejetos diretamente em fossa rudimentar, vala, rio, lago ou mar e outras formas de...

Publicado em

Por Agência Estado

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Pouco mais de nove milhões de lares brasileiros ainda não tinham destinação adequada de esgoto sanitário, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os 72,395 milhões de domicílios no País, 12,6% indicaram que despejam dejetos diretamente em fossa rudimentar, vala, rio, lago ou mar e outras formas de escoadouro. Na Região Norte, essa destinação era adotada por 29,6% dos domicílios, o equivalente a 1,6 milhão de lares, enquanto a rede geral de esgoto só estava presente em 27,4% das casas da região.

No Nordeste, o despejo inadequado de dejetos alcançava 22,1% das moradias, ou 4,1 milhões de domicílios. Mesmo no Sudeste, 5,5% dos lares estavam nessa condição de precariedade, 1,7 milhão destinavam dejetos dessa forma.

“É um esgotamento precário”, resumiu Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Em 2019, 27,312 milhões de domicílios não possuíam acesso a esgotamento sanitário canalizado e ligado à rede geral. Destes, 17,794 milhões utilizam fossa séptica.

Apesar dos avanços nos últimos anos, o País ainda tinha 8,6 milhões de domicílios em 2019 sem acesso à rede geral de abastecimento de água. Entre os que recebiam a água encanada da rede geral, mais de seis milhões de lares relataram que o fornecimento tinha interrupções, não era diário.

A coleta de lixo chegou a mais 1,4 milhão de domicílios na passagem de 2018 para 2019, alcançando 66,122 dos lares no ano passado. No entanto, mais de seis milhões de moradias ainda queimam o próprio lixo ou fazem outro tipo de descarte.

Quanto à posse de bens, a geladeira estava presente em mais de 90% das casas em todas as regiões brasileiras. A máquina de lavar roupa alcançava apenas 66,1% dos domicílios, com diferenças regionais acentuadas: menor presença nos lares do Norte (44,3%) e Nordeste (37,0%), mais elevada no Sudeste (79,1%), Sul (85,8%) e Centro-Oeste (73,7%).

“Isso é uma questão importante, a posse da máquina de lavar, especialmente no Norte e no Nordeste, porque traz uma sobrecarga maior normalmente para a mulher na execução de tarefas domésticas”, ressaltou Adriana Beringuy.

No ano passado, havia automóvel em quase metade dos domicílios brasileiros (49,2%), enquanto 22,2% tinham motocicleta. Em 11,7% das casas havia tanto carro quanto motocicleta.

“No Norte e Nordeste tem mais motocicleta do que automóvel”, lembrou Adriana.

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