
Tragédia em Sorriso: Sobrinha relata falha judicial e pede por Justiça
Tauany Micheli, sobrinha das vítimas, em seu desabafo no podcast Crime S/A, destacou a falha do sistema judiciário em prender Gilberto, que já era procurado por...
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Por Redação CGN

No município de Sorriso, Mato Grosso, uma chacina brutal chocou a comunidade e levantou questões críticas sobre a eficácia da justiça brasileira. A tragédia se desenrolou com o assassinato de Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, e suas três filhas, Miliane, 19, Manuela, 13, e Melissa, 10 anos, sendo as duas mais velhas também vítimas de estupro. O principal suspeito, Gilberto Rodrigues dos Anjos, um pedreiro de 32 anos, foi preso pouco após a descoberta dos corpos.
Tauany Micheli, sobrinha das vítimas, em seu desabafo no podcast Crime S/A, destacou a falha do sistema judiciário em prender Gilberto, que já era procurado por outros crimes. Ela descobriu a tragédia através de sua mãe e tia, que notaram algo estranho na casa das vítimas. Ao chegar ao local, Tauany encontrou equipes de emergência e logo percebeu a gravidade da situação.
O marido de Cleci e pai das meninas, um caminhoneiro que estava fora da cidade durante o crime, está devastado e evita entrar na casa desde então. A família, em estado de luto, decidiu não entrar na residência, enviando outras pessoas para recolher pertences pessoais.
Tauany, emocionada, fez um apelo às autoridades por mudanças legislativas, incluindo a criação de um banco de dados nacional para estupradores, acreditando que isso poderia ter prevenido a tragédia. O delegado do caso, Bruno França, também destacou a importância da vigilância comunitária, mencionando que uma vizinha ouviu gritos intensos e latidos de cães, mas nenhuma autoridade foi notificada naquele momento.
Detalhes chocantes da chacina em Sorriso revelados pelo Delegado
O delegado Bruno França Ferreira, responsável pela investigação do chocante caso de chacina em Sorriso, ofereceu detalhes perturbadores sobre o crime e a prisão do assassino. A primeira suspeita do delegado recaiu sobre Gilberto Rodrigues dos Anjos, 32, devido à sua falta de curiosidade quando a polícia chegou ao local, comportamento que se destacava dos outros pedreiros.
A investigação se intensificou quando Gilberto, trabalhando em uma construção ao lado, negou ter antecedentes criminais, apesar de um mandado de prisão em aberto por crimes similares. A descoberta de pegadas de sangue com um chinelo deformado na casa das vítimas foi crucial. Após Gilberto relutantemente mostrar um chinelo correspondente aos rastros, a polícia confirmou sua culpa. Ele confessou o crime após ser confrontado com as evidências.
Uma vizinha relatou ter ouvido gritos intensos durante a madrugada, mas acreditou ser a dona da casa repreendendo os cachorros. O delegado Bruno França descreveu a cena do crime como horrível, com os corpos encontrados nus e “esgorjados”, um corte que percorre o pescoço de um lado ao outro, sugerindo uma brutal luta corporal. O crime deixou uma marca indelével na comunidade e no delegado, evidenciando uma tragédia que jamais será esquecida.
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