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Economia

Ibovespa encerra pregão em baixa de 0,06%, aos 108.719,02 pontos

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Muito embora o clima entre os investidores ainda se mostrasse positivo no pregão desta terça-feira o Ibovespa sucumbiu às ordens de venda disparadas para ações da Petrobras em razão da expectativa menos positiva sobre o megaleilão de petróleo e gás que ocorre quarta O índice à vista, que iniciou o dia buscando máxima intraday na região dos 109 mil pontos, se manteve mil pontos abaixo mesmo com a força das blue chips do setor bancário, que foram puxadas pela alta do Itaú Unibanco, cujo balanço agradou.

As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, com peso ao redor de 10% na carteira teórica que vigora desde setembro, pesaram o suficiente para manter o índice no vermelho. Conforme publicou o Broadcast, um sinal de alerta foi aceso diante da desistência da britânica BP e da francesa Total de participar do certame e a possibilidade de sobrecarga na Petrobras. O principal temor é que para comprar duas áreas – Búzios e Itapu -, pelas quais já demonstrou interesse, a estatal deixe de pagar dívidas e não consiga atingir a meta financeira do ano que vem.

Para Luis Salles, analista de mercado da Guide Investimentos, aliado às questões noticiosas, a queda das ações da petroleira também embute um movimento de realização.

No meio da tarde, em meio à coletiva de imprensa do Plano Brasil Mais, para o qual o governo apresentou uma série de propostas administrativas e fiscais – mas que ainda precisam passar pelo Congresso – o índice Bovespa testou o terreno positivo, mas ainda assim perto da estabilidade. Ao final da sessão, porém, a queda se intensificou e o principal indicador do mercado acionário brasileiro encerrou em baixa de 0,06%, aos 108.719,02 pontos.

Entre as blue chips, Petrobras ON e PN recuaram 1,27% e 2,34%, respectivamente, enquanto Vale ON subiu 0,10%. Já Itaú Unibanco PN subiu 1,73%, Bradesco PN encerrou em alta de 1,35%, Banco do Brasil ON, de 0,63%, e as units do Santander (1,46%).

Os investidores receberam positivamente as medidas anunciadas pelo governo, muito embora já tivessem conhecimento de boa parte delas. Apesar disso, ressalta Salles, a expectativa ainda continua por um pacote que pudesse alavancar a economia brasileira, que segue em lenta recuperação. “Não se vê questões de incentivo à economia. O conjunto é positivo, mais ainda sem efeito sobre mercado que espera coisas que levem à retomada mais forte.”

A PEC emergencial inclui medidas permanentes e temporárias de ajuste nas contas de União, Estados e municípios. No caso das medidas temporárias, elas valerão por dois anos e incluem a redução da jornada e salário dos servidores públicos em até 25%. A previsão é de que 25% da economia obtida com as medidas seja direcionada a projetos de infraestrutura.


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