‘Queria meu nove, tudo bem se o troféu não viesse, diz Rayssa após nota inédita na SLS
“No último SLS, em Sydney, eu achei que eu ia conseguir, mas não consegui. Eu nunca tinha conseguido. Foi algo surreal, a gente estava fazendo a...
Publicado em
Por Agência Estado
Rayssa Leal foi além de conquistar o bicampeonato da SLS, a principal liga de skate de rua do mundo. A vitória da maranhense de 15 anos no Super Crown, última etapa do campeonato, veio com uma nota 9,0, a primeira da história em uma volta da disputa feminina da liga. Entrar para o Nine clube, como os skatistas chamam o grupo de atletas que consegue atingir esta casa de pontuação, foi o mais importante para Rayssa em meio à conquista da manhã deste domingo, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, onde a etapa foi disputada.
“No último SLS, em Sydney, eu achei que eu ia conseguir, mas não consegui. Eu nunca tinha conseguido. Foi algo surreal, a gente estava fazendo a estratégia ontem à noite e eu tinha falado para mamãe que eu só queria meu nove. Se o seu troféu não viesse, estava tudo bem. Mas o que eu queria era o nove, então eu fiz o meu máximo, consegui fazer o meu máximo ali dentro da pista e é isso. Acho que eu fiquei muito feliz, até chorei. Fiquei muito emocionada, porque sempre foi um sonho”, disse.
A japonesa Oda Yumeka já fez um 9,4, mas em nota de manobra individual, não em uma volta como Rayssa. O formato de disputa da SLS costuma ter esses dois tipos de exibições. No Super Crown deste domingo, por exemplo, foram duas voltas de 45 segundos e quatro tentativas de manobras individuais. As quatro notas mais altas formavam o total.
Competir no Brasil foi um fator essencial para Rayssa colocar seu nome no Nine club. Depois de ser campeã na final da SLS disputada no Rio, ano passado, conseguiu o bicampeonato sentindo-se muito à vontade no Ibirapuera. Correr aqui no Brasil é como se eu tivesse correndo lá na bichinha no quintal de casa, porque o pessoal ajuda muito”, disse.
Rayssa até estava nervosa, mas o apoio da torcida, que fez muito barulho sempre que chegava sua vez de descer a pista, fez a diferença. “Era uma pista meio difícil de conectar as manobras. E aí hoje de manhã eu estava meio nervosa, estava meio ansiosa para a competição chegar logo, mas acabou que a torcida ajudou muito”.
A skatista brasileira aida tem um objetivo a cumprir em 2023. Do dia 10 a 17 de dezembro, será disputado o Mundial de Street, em Tóquio, competição que vale pontos para a corrida olímpica. A SLS, embora importante no mundo do skate, não conta para o ranking de classificação à Olimpíada.
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou