CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Unicamp cortará gastos apesar de atuar contra covid-19

Unicamp cortará gastos apesar de atuar contra covid-19

“A gente não tem condições de bancar essa conta sozinho”, afirmou o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel, após cálculo superficial, feito para...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a Unicamp cortará gastos apesar de atuar contra covid-19

A Unicamp anunciou nesta semana plano para reduzir gastos e minimizar impactos gerados pela covid-19. A pandemia fez aumentar despesas extras com atendimentos médicos no Hospital de Clínicas (HC) – a unidade, em Campinas (SP), é referência para tratamento de casos graves no interior paulista – e vai diminuir suas receitas orçamentárias. A estimativa é de queda de até R$ 220 milhões no repasse previsto do governo do Estado pela redução calculada de ICMS – o imposto é a principal fonte de recursos da universidade. Apesar da situação, os gastos da saúde estão mantidos.

“A gente não tem condições de bancar essa conta sozinho”, afirmou o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel, após cálculo superficial, feito para a reportagem, dos gastos extras que o enfrentamento à pandemia da covid-19 trouxe. São gastos em leitos especiais no HC, isolamento de área, insumos adicionais para as unidades de saúde e de pesquisa, como máscaras e luvas, reagentes e equipamentos de testes, estudos e atendimento ao público, além de remédios, gastos com pessoal, entre outros.

A Unicamp é uma das três universidades públicas do Estado que desde o início da crise direcionou suas estruturas de atendimento médico e projetos de pesquisa e desenvolvimento de conhecimento científico para o enfrentamento à covid-19 – as outras são USP e Unesp.

Foi uma das primeiras autorizadas a fazer testes de detecção do coronavírus, pelo Instituto Butantã, e criou uma força-tarefa multidisciplinar de pesquisadores. Esse grupo trabalha em estudos sobre reagentes alternativos para identificar a doença, em terapias para o tratamento de pacientes, como o uso de plasma de doentes recuperados em pacientes graves e moderados, estuda a ação do vírus no cérebro, o impacto da pandemia na sociedade, entre outros.

Na área de saúde, o HC da Unicamp destinou 40 leitos de UTI apenas para pacientes com a doença. A ocupação está na faixa de 50%. “Tranquilo não é. Estamos sempre sobrecarregados, a situação no HC era crítica antes da covid-19 e agora ficou ainda mais grave”, afirma. Diferente das duas outras universidades públicas de São Paulo, o HC e demais áreas de saúde integram o orçamento geral da Unicamp, já deficitário para 2020 – previa R$ 2,7 bilhões de despesas e R$ 2,5 bilhões de receitas. Isso faz com que os “gastos extras” com a covid-19 pesem ainda mais no caixa da universidade. A perspectiva de pico de atendimentos no interior paulista e o anúncio de envio de pacientes da capital agrava o quadro de alerta. “O sistema de saúde é único e nós somos parte do SUS. Vamos responder ao sistema dentro das nossas possibilidades”, explica.

Segundo o reitor, o HC da Unicamp vai atender os pacientes que forem transferidos de outras regiões pelo sistema de regulação de vagas da Secretaria Estadual de Saúde. Mas avisa: “Naturalmente, dentro dos nossos limites e da nossa capacidade de atendimento, senão, seria, realmente, colocar em risco a vida das pessoas.”

Cortes

O reitor também é o atual presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Ele afirma que a situação nas demais instituições também não é tranquila. “Entendemos que precisamos receber os recursos necessários para colaborar”, alerta. “Com a diminuição geral do ICMS, certamente as universidades vão sofrer bastante. A gente não tem condições de bancar a conta sozinho.”

Os números estimados de queda de receita foram divulgados junto com o anúncio de que a universidade “será obrigada a adotar medidas austeras para preservar sua capacidade de pagar os salários de seus docentes e funcionários em dia e de investir em infraestrutura”. O plano de contingenciamento de despesas e cortes de gastos prevê economia de R$ 72 milhões e inclui, entre as medidas, corte de 80% nas contratações de professores e pesquisadores e congelamento da progressão na carreira dos já contratados.

O plano, que precisa de aprovação do Conselho Universitário (Consu), propõem ainda corte de 25% nas despesas de custeio das unidades, revisão de contratos, desde água e luz, a restaurantes, transporte, limpeza, jardinagem, cortes em programas institucionais, como de contratação de professores e pesquisadores, de programas de bolsa auxílio de intercâmbio, entre outros. Só a área de saúde fica fora dos cortes.

Doações

Sem receber recursos extras, nem do Estado nem da União, para o combate à covid-19 até agora, a Unicamp tem contado com repasses determinados pela Justiça, que destinou pelo menos R$ 10 milhões de valores disponíveis de processos, e de doações que a universidade de Campinas passou a buscar. ” Tivemos muitas doações de pessoas físicas e empresas”, explica o reitor. “Até agora não houve repasse extra”, afirma o reitor. Segundo ele, os gastos estão elevados. As máscaras, por exemplo, que custavam R$ 0,10 estão sendo vendidas a R$ 4,40 – a universidade usa 6 mil por dia. “A situação chega ser desesperadora.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN