
Marinha conclui inquérito sobre acidente entre lanchas que terminou com morte de empresário de Cascavel, Hari Lagemann
Apesar de serem habilitados, houve desatenção por parte dos condutores; processo segue em trâmite no Tribunal Marítimo ...
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Por Mariana Lioto
Foi concluído o inquérito da Marinha que apurou o acidente ocorrido no lago da usina de Salto Caxias, perto das Marinas, em Boa Vista da Aparecida, em abril do ano passado. Duas lanchas colidiram gerando ferimentos graves no empresário cascavelense Hari Lagemann, que pilotava uma delas. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois.
Foram ouvidas testemunhas, entre pessoas que estavam na lancha de Hari, vizinhos que auxiliaram no socorro e o condutor do outro barco, Enor Massoni.
Foi constatado que o dia tinha boa visibilidade, os dois condutores eram habilitados para conduzir embarcação e tinham grande experiência. O local onde o acidente ocorreu possui grande movimentação de embarcações e não tem uma definição de velocidade máxima.
Após a colisão, barcos e um jetsky foram ao local para auxiliar as vítimas. Em uma das casas, havia um médico que auxiliou no primeiro atendimento ao empresário ferido que foi levado ao encontro da ambulância.
O inquérito apontou que houve “desatenção por parte de ambos os condutores”. A causa determinante, no entanto, “foi a negligência por parte do condutor Sr. Hari Lagemann, em função de inobservância de conhecimento procedimental para o qual era habilitado, reforçado pelo tempo de prática de navegação atestado documentalmente”.
Pelas regras de navegação, quando duas embarcações navegam em rumos que se cruzam em situação que envolva risco de colisão, “a embarcação que avista a outra por boreste [lado direito] deverá se manter fora do caminho dessa e, caso as circunstâncias o permitam, evitará cruzar sua proa”, pela posição das lanchas, no entendimento da apuração, era a embarcação de Hari que deveria ter feito manobra para evitar a colisão.
Mesmo assim, Enor Massoni, que conduzia a outra embarcação, teria descumprido regras de navegação. Assim, a procuradoria pede a responsabilização dele “porquanto foi negligente e imprudente ao navegar sem a devida atenção, só visualizando a outra embarcação momentos antes do choque, não dispondo de tempo hábil para realizar uma manobra, descumprindo as regras 5 – Vigilância e 7 – Risco de Abalroamento e do Ripeam, contribuindo de sobremaneira para o abalroamento que provocou a morte de Hari Lagemann”, diz o documento.
A conclusão foi encaminhada ao Tribunal Marítimo, no Rio de Janeiro. A relatoria do processo será do juiz Sergio Bezerra de Matos. A próxima etapa será a avaliação sobre o recebimento da representação e instrução do processo. Por fim, o processo será julgado por um colegiado de juízes e é o. Em geral o tempo aproximado para o trâmite do processo é de dois anos.
Apuração criminal
A Polícia Civil de Capitão Leônidas Marques também realizou investigação para apurar a possível responsabilização criminal sobre o ocorrido. A CGN não conseguiu informações sobre o andamento do caso.
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