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Consumo de aço na América Latina avançou 9,8% em julho, revela Alacero

O destaque de julho foi o avanço de 3,3% no consumo de aços planos, para 3,5 milhões de toneladas. Por outro lado, houve recuo no indicador...

Publicado em

Por Agência Estado

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O consumo de laminados na América Latina foi de 6,12 milhões de toneladas em julho deste ano, o que representa uma alta de 9,8% na comparação com o mesmo período de 2022, conforme apontam os dados mais recentes da Associação Latino-americana do Aço (Alacero). No acumulado, que considera os meses de janeiro até julho, o indicador é de 41,91 milhões de toneladas, valor 2,9% acima do mesmo intervalo do ano anterior.

O destaque de julho foi o avanço de 3,3% no consumo de aços planos, para 3,5 milhões de toneladas. Por outro lado, houve recuo no indicador para aços longos em 2,3%, ou 2,4 milhões de toneladas em valores absolutos.

De acordo com o presidente-executivo da Alacero, Alejandro Wagner, o consumo na região latino-americana segue um ritmo de estabilidade, mas há um aumento preocupante no volume de importações.

“O aumento no consumo do aço é sempre bem-vindo, mas se o fornecimento do é feito cada vez mais pela China, então há dois problemas: primeiro, ocorre a perda direta de empregos no setor siderúrgico local, por conta da pressão sobre os produtores domésticos, e o segundo problema é ambiental, uma vez que há a troca na compra de aço desenvolvido a partir da energia limpa por um aço importado com maior pegada de emissões”, afirmou Wagner.

Produção

A produção de aço bruto em agosto foi de 4,93 milhões de toneladas, o valor representa uma queda de 7,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Na comparação com julho, há uma recuperação de 3,7% no indicador. Já o acumulado de 2023 totalizou 39 milhões de toneladas, 8,5% a menos ante um ano.

A produção de laminados em agosto somou 4,42 milhões de toneladas, 6,2% a menos na comparação anual e 1,6% maior ante julho. No acumulado dos oito primeiros meses ante o mesmo período de 2022, houve recuo de 5,4%, para 35,2 milhões de toneladas.

No intervalo acumulado de janeiro a julho, a produção de aço bruto somou 33,7 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 8,6% na comparação com os sete primeiros anos de 2022.

Avaliando apenas o mês de julho, a produção de aço bruto somou 4,71 milhões de toneladas, valor 10% menor em relação ao mesmo período de 2022, contudo, há uma alta de 1,6% na comparação com junho.

A produção doméstica de laminados, por sua vez, apresentou uma alta de 5,2% no acumulado de janeiro a junho de 2023 contra o mesmo período do ano anterior, para 30,6 milhões de toneladas. No mês de julho, o indicador soma um total produzido de 4,3 milhão de toneladas, 8,6% a menos na comparação anual e 5,5% maior ante os resultados de junho.

Importações e exportações

Ainda em patamares elevados, o volume de importações de aço em julho avançou 39,4%, para 2,46 milhões de toneladas. Na comparação com o mês anterior, a alta foi de 3,3%, já no acumulado dos sete primeiros meses o aumento é de 8,7% ante o mesmo período de 2022, para um total de 15,7 milhões de toneladas.

Já as exportações de aço em julho somaram 597 mil toneladas, valor 31,7% menor ante um ano e sequencialmente inferior em 8,8%. No acumulado dos sete primeiros meses, a queda é de 27,3%, para 4,79 milhões de toneladas.

Setores

Os principais setores consumidores de aço apresentaram desempenho misto na América Latina em julho, com o segmento de construção civil em patamar positivo, sobretudo no México, enquanto o mercado automotivo manteve uma dinâmica particular de acordo com cada país.

No setor de construção civil, houve avanço de 12% na América Latina em julho ante o mesmo mês de 2022. A alta foi impulsionada pelo México (+25,6%), que mais do que compensou a queda geral no restante dos países no mesmo período de comparação, entre eles Peru (-8,8%), Chile (-8,3%), Colômbia (-6,5%) e Argentina (-5,8%).

No segmento automotivo, a produção em agosto de 2023 foi liderada pela Argentina, com avanço de 17,4% no mês ante o mesmo intervalo do ano anterior, seguido pelo México (+2,4%). Com movimento negativo, o Brasil recuou 4,6% no mesmo período de comparação.

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