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Eletrônicos e documentos apreendidos em Santa Helena são encaminhados à Deccor em Cascavel

Desde cedo, os policiais deslocaram até o município do Oeste do Estado para cumprir mandados de busca e apreensão contra os suspeitos de criar empresas fantasmas...

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Por Fábio Wronski

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Eletrônicos e documentos apreendidos em Santa Helena são encaminhados à Deccor em Cascavel

No meio da manhã desta quinta-feira (26), as equipes da Polícia Civil encaminharam a Cascavel, para a sede da DECCOR (Divisão Estadual de Combate à Corrupção), as apreensões relacionadas à operação contra fraudes de licitação em Santa Helena.

Desde cedo, os policiais deslocaram até o município do Oeste do Estado para cumprir mandados de busca e apreensão contra os suspeitos de criar empresas fantasmas para realização de fraudes.

A análise dos documentos será essencial para que as investigações tenham prosseguimento para que seja possível corroborar a denúncia contra os envolvidos.

Conforme a Polícia Civil, a somatória dos prejuízos aos cofres públicos de Santa Helena ultrapassa o valor de R$ 8 milhões.

Diversos celulares, computadores, livros de movimentação e documentos foram apreendidos e levados para o trabalho técnico do setor.

Ao todo 25 policiais civis participam da ação que tem como objetivo cumprir os mandados de busca e apreender objetos que auxiliem na apuração dos fatos.

INVESTIGAÇÕES

As investigações de alta complexidade iniciaram em agosto de 2020, após requisição do Ministério Público para a instauração do inquérito policial visando apurar fraudes a licitações que teriam sido praticadas por um ex-secretário municipal e outras pessoas ligadas a ele.

O grupo usava uma empresa fantasma para burlar o regular processo licitatório. De acordo com as apurações, a empresa ganhou diversas licitações e foi criada em nome de terceiros para vencer os certames durante a ocupação do cargo pelo servidor municipal.

“Além do favorecimento no processo licitatório, houve superfaturamento dos valores pagos, bem como, os produtos não foram entregues na quantidade devida ou mesmo desviados em proveito da organização e para fins políticos”, afirma o delegado da PCPR Rogerson Salgado.

Esta é a segunda fase da ação, a primeira aconteceu no dia 7 de abril de 2021, onde foram apreendidos aparelhos celulares que auxiliaram no andamento das investigações.

Os policiais civis apuraram que além dos alvos investigados, havia outra empresa fantasma que ganhou outros lotes licitatórios, cooperando com o esquema criminoso.

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