
Padovani pede reabertura do Restaurante Popular
Se reabertura não for possível, ex-vereador Nelsinho Padovani sugere que Prefeitura utilize estrutura para produção de marmitas populares... ...
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Por Ricardo Oliveira

De acordo com números da Secretaria Municipal de Assistência Social, o Restaurante Popular de Cascavel, em 2019, serviu 188.594 refeições, aproximadamente 15 mil a mais que em 2018, quando foram servidos 174.193 pratos. O preço cobrado pela refeição é de apenas R$ 3,00 para todos os cascavelenses, sendo que o Município para cada refeição investe R$ 2,63, através da parceria com o Ministério da Cidadania.
A média diária em 2019 foi de mais de 800 refeições servidas e a meta para 2020 era de dobrar com a produção de 1,5 mil refeições por dia com os novos refeitórios nos bairros Cascavel Velho e Santa Cruz. Mas, isso, antes da pandemia do coronavírus. Agora o Restaurante Popular de Cascavel está fechado desde o dia 20 de março quando entraram em vigor as medidas de enfrentamento ao coronavírus.
Por conta disso, o ex-vereador Nelsinho Padovani (2009/2012), que trabalhou na implantação do Restaurante Popular de Cascavel desde a sua concepção em 2009, atuando junto ao Ministério da Defesa Social e Combate a Fome, até a sua inauguração em 4 de outubro de 2012, protocolou ofício na Prefeitura de Cascavel, endereçado ao prefeito Leonaldo Paranhos e ao COE (Centro de Operações de Emergência), solicitando informações sobre o fechamento da unidade e providências para sua reativação imediata.
Padovani disse à Gazeta do Paraná que entende a necessidade do trabalho que vem sendo realizado pelo prefeito Paranhos e sua equipe no enfrentamento da pandemia, porém, com a retomada parcial das atividades do comércio de Cascavel, incluindo os restaurantes e lanchonetes, “o nosso Restaurante Popular, precisa voltar a funcionar, respeitando todas as regras de prevenção à saúde impostas a todo comércio”.
O ex-vereador, que durante seu mandato foi membro do Conselho Municipal de Assistência Social, lembra que o Restaurante Popular “sempre teve o objetivo de criar uma rede de proteção alimentar para as pessoas que trabalham longe de casa, atendendo todos os segmentos com refeições nutricionalmente balanceadas com preços acessíveis”.
Padovani ressalta que houve a necessidade do fechamento no início do enfrentamento, “mas precisa voltar a funcionar para atender quem já voltou ao trabalho, além daquela camada da população que precisa ter acesso a alimentação de qualidade com preço mais acessível, especialmente agora, neste momento de dificuldade que todos enfrentamos”.
O Provopar de Cascavel, destaca Padovani, “realiza um grande trabalho, o Município está se dedicando com ajuda de muitas empresas e das igrejas, mas não estamos falando de distribuir cestas básicas nos bairros, mas de ter alimentação de qualidade no centro de Cascavel, para quem está trabalhando e com dificuldade e muito sofrimento”.
Além das refeições a preços acessíveis, a volta do funcionamento do Restaurante Popular “movimenta toda uma cadeia produtiva, já que compra alimentos diretamente dos pequenos produtores e agricultores familiares e isso é de vital importância para este segmento”.
Marmitas Populares
Para o ex-vereador, se não for possível abrir o Restaurante Popular, nos mesmos moldes dos restaurantes comerciais com restrição de 50% da capacidade de atendimento e as medidas de higienização.
“O Restaurante Popular tem capacidade para 250 pessoas. Então, permitir a entradas de até 125 pessoas para serem atendidas. Se isso não for possível, a sugestão é para que o Município faça as marmitas populares, usando a estrutura da cozinha e de pessoal do restaurante e atenda as pessoas que estão necessitando dessa ajuda”, disse, citando o exemplo de Belo Horizonte, “que é uma grande capital com 15 a 20 unidades do restaurante e estão fazendo as marmitas”.
O Restaurante Popular, complementa, “é como o posto de saúde, a Upa ou uma farmácia básica que faz parte de uma rede pública que não pode ficar fechado e tenho certeza que a administração municipal vai ter essa sensibilidade e viabilizar ou a reabertura com as restrições ou a produção das marmitas”.
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