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Campos Neto: No longo prazo, Brasil tem fiscal mais frouxo que mundo emergente

É por isso que, segundo Campos Neto, é preciso seguir a meta fiscal e um arcabouço que contemple penalidades para o controle dos gastos. Ele ressaltou...

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Por Agência Estado

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira, 23, em evento realizado pelo Estadão, que a política fiscal, no longo prazo, “é mais frouxa” que a do mundo emergente.

É por isso que, segundo Campos Neto, é preciso seguir a meta fiscal e um arcabouço que contemple penalidades para o controle dos gastos. Ele ressaltou ainda a necessidade de se pensar de forma estrutural para resolver o rombo público.

Uma das reformas que citou foi a tributária, lembrando que, dado do noticiário de hoje, o tema “parece estar encaminhado”.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou hoje mais cedo que já teve acesso a uma primeira versão do relatório da reforma tributária. Segundo ele, o documento deve ser lido nesta semana.

Pelo cronograma do relator no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), o objetivo é protocolar o parecer na terça-feira, 24, e fazer a leitura do documento na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira, 25.

Quando grandes empresas vão ao mercado de capitais, bancos abrem espaço a pequenas

O presidente do Banco Central exaltou o mercado de capitais brasileiro, salientando que todo o sistema ganha com um ambiente mais competitivo e desenvolvido.

“Quando grandes empresas vão ao mercado de capitais, bancos abrem espaço às pequenas”, afirmou.

Campos Neto ressaltou ainda que o desenvolvimento do Drex. Ele disse que a autoridade monetária já testou a tecnologia para manter a privacidade e velocidade da a moeda digital.

Treasuries

O presidente do BC destacou as recentes dificuldades do mercado financeiro com relação à precificação dos Treasuries, diante do aumento da pressão fiscal nos Estados Unidos e da maior demanda para rolagem da dívida americana. Ele notou que, nesta segunda-feira, houve uma pequena correção no mercado, mas os “níveis ainda estão altos”. “Os EUA são o pior país quando se trata de precificação de fiscal. Melhor só que Israel”, afirmou.

Mais cedo, o juro da T-note de 10 anos tocou a máxima em 5%, maior nível em 16 anos, depois desacelerou à medida que o mercado ainda busca uma referência para o papel.

Campos Neto comentou também que a volta da curva dos Treasuries ao desenho em que as taxas curtas são menores que as longas pode afetar o mundo emergente, como reflexo do aumento do custo de capital.

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