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Opositores aos chavistas enfrentam filas para escolher candidato único

Um desses eleitores foi Hernán Lugo, professor universitário de 70 anos que se disse surpreso com a grande participação. Ele teve de esperar uma hora na...

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Por Agência Estado

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Milhares de venezuelanos votaram ontem nas primárias da oposição com a esperança de uma mudança de presidente em 2024. Longas filas de cidadãos que se opõem ao chavismo suportaram horas sob sol ou chuva, com a intenção de votar.

Um desses eleitores foi Hernán Lugo, professor universitário de 70 anos que se disse surpreso com a grande participação. Ele teve de esperar uma hora na fila, o triplo do tempo que, garantiu, costumava levar quando ia às urnas.

“O sistema é rápido, mais rápido que os outros, o que acontece é que agora tem mais gente, gente que tem angústia, que sente que não quer mais esse homem (presidente Nicolás Maduro), o sistema que temos”, disse ele, depois de votar no leste de Caracas.

O professor, que afirma ter sido ferido durante protestos contra o governo, está convencido de que a Venezuela, sob o poder do chavismo desde 1999, conseguirá uma mudança política em 2024. “Este governo não aguenta mais e os seus representantes sabem que estão liquidados.”

A oposição da Venezuela votou neste domingo, 22, nas primárias para eleger um candidato único para enfrentar o presidente Nicolás Maduro em 2024, tendo a líder opositora María Corina Machado, de 56 anos, como favorita.

Os 21 milhões de venezuelanos inscritos foram chamados a votar nesse processo interno, organizado pela própria oposição que rejeitou a assistência técnica do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) após meses de evasão do órgão.

María Corina cumprimentou e posou para fotografias na longa fila de eleitores. “Sinto que esse processo é um milagre e quero viver e aproveitar cada momento”, disse.

Mesmo que ela vença a primária, ainda não está claro se terá permissão para concorrer. Embora Maduro tenha concordado, em princípio, esta semana, em permitir que a oposição escolhesse seu candidato, após um acordo com os EUA, o Judiciário controlado pela ditadura a inabilitou para exercer cargos públicos por 15 anos, o que em tese a impediria de registrar sua candidatura.

Candidatos

Outros candidatos também foram impedidos. O ex-governador Henrique Capriles, que concorreu duas vezes contra o chavismo, está inabilitado desde 2017, assim como Freddy Superlano, do partido Vontade Popular. Juan Guaidó, Leopoldo López e Antonio Ledezma deixaram o país. Além de María Corina, concorreram Carlos Prosperi, Andrés Caleca, Tamara Adrián, Delsa Solórzano, Andrés Velásquez, César Pérez Vivas, César Almeida, Gloria Pinho e Luis Farías. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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