CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Ibovespa cai 0,74% ao menor nível desde 5 de junho; na semana, cede 2,25%

Nesta sexta-feira, o índice da B3 oscilou de 112.533,33 a 114.089,58 pontos, encerrando em baixa de 0,74%, a 113.155,28 pontos, no menor nível de fechamento desde...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Mesmo com o desempenho negativo de carros-chefes da B3, como Vale e Petrobras, o Ibovespa moderou perdas ao longo da tarde e conseguiu reter a linha dos 113 mil pontos no fechamento desta última sessão da semana, em intervalo no qual encadeou nesta sexta-feira, 20, a quarta retração diária, que resultou em queda de 2,25% no acumulado desde a segunda-feira – na semana anterior, tinha avançado 1,39%.

Nesta sexta-feira, o índice da B3 oscilou de 112.533,33 a 114.089,58 pontos, encerrando em baixa de 0,74%, a 113.155,28 pontos, no menor nível de fechamento desde 5 de junho, então perto dos 112,7 mil pontos.

O giro financeiro foi a R$ 24,1 bilhões, reforçado pelo vencimento de opções sobre ações nesta véspera de fim de semana.

No mês, o Ibovespa cede 2,93%, limitando o ganho do ano a 3,12%.

Em Nova York, os principais índices de ações mostraram perdas maiores do que as vistas aqui na sessão, com o Dow Jones em baixa de 0,86%, o S&P 500, de 1,26%, e o Nasdaq, de 1,53%, no fechamento do dia – na semana, caíram 1,61% (Dow Jones), 2,39% (S&P 500) e 3,16% (Nasdaq)

Na B3, a cautela externa mais uma vez deu o tom aos negócios nesta sexta-feira, de forma a favorecer, entre os ativos de risco, apenas o petróleo em parte do dia, com o Brent negociado acima de US$ 93 por barril nas máximas da sessão – ao fim, a commodity também perdeu força e encerrou em baixa, após anúncio do governo norte-americano de que realizará novas compras para repor estoques estratégicos.

Por aqui, Petrobras não acompanhou o movimento nas cotações da commodity mesmo quando essas subiam, aparando os ganhos acumulados pelas ações da empresa na semana a 3,79% (ON) e 4,33% (PN). Na quinta à noite, depois do fechamento da Bolsa, a estatal anunciou reajuste nos preços domésticos do diesel (aumento) e da gasolina (redução) nas refinarias, em vigor a partir deste sábado, 21.

No encerramento desta sexta-feira, Petrobras ON caía 1,09% e a PN, 1,28%, em dia também ruim para Vale ON, em queda de 2,70%, com o tombo de 3,17% nos contratos futuros do minério de ferro em Dalian, China, em meio à retomada de temores sobre o setor imobiliário no país asiático. Os grandes bancos também foram mal na sessão, tendo à frente Bradesco (ON -1,27%, PN -1,87%, ambas nas mínimas do dia no fechamento). Na ponta perdedora do Ibovespa, Magazine Luiza (-4,35%), Azul (-3,51%) e CSN (-3,29%). No lado oposto, Grupo Casas Bahia (+4,00%), BRF (+3,85%) e Natura (+2,96%).

“A Bolsa voltou a ser puxada hoje para baixo em função do cenário global de aversão a risco, com a percepção de que é provável que ocorra, neste fim de semana, a invasão terrestre de Israel à Faixa de Gaza – o que reforça o movimento de busca por ativos considerados mais seguros”, diz André Luiz Rocha, operador de renda variável da Manchester Investimentos, destacando na semana o rompimento do limiar de 5% nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, ante as dúvidas do mercado sobre o nível final dos juros de referência do BC dos EUA no atual ciclo de alta.

Fora dos Estados Unidos, “a preocupação com o mercado imobiliário continua na China, mostrando que os sinais de incentivo do governo, no curto prazo, não têm causado muito efeito, pressionando assim o minério de ferro e as empresas do setor listadas na nossa Bolsa”, acrescenta o operador.

Nesse cenário externo difícil, “a queda do Ibovespa foi muito condicionada hoje por Vale e pelas ações do setor metálico, em reação ao que se espera da demanda chinesa”, observa Virgilio Lage, especialista da Valor Investimentos, destacando também o ajuste em Petrobras, com as ações da empresa “realizando em cima dos lucros acumulados na semana”.

Além disso, o desempenho sinalizado nesta sexta pelo IBC-Br para a atividade econômica, na mais recente leitura do índice – considerado dado antecedente do PIB -, contribuiu para cautela adicional em relação a segmento da Bolsa já amassado, o de varejo, assim como observações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o desempenho da economia neste terceiro trimestre, em desaceleração, acrescenta o analista.

“Nesta semana, os dados divulgados sobre os setores de varejo e serviços no Brasil mostraram desaceleração em agosto. O consumo de bens e serviços pelas famílias vem arrefecendo ao longo dos últimos meses”, diz Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research. “E o IBC-Br de agosto, divulgado hoje de manhã, pior do que o esperado, trouxe queda de 0,77% ante julho, o que reforça a percepção sobre desaceleração da economia brasileira. Os dados de agosto, em conjunto, sugerem menor demanda dos agentes econômicos e possível acomodação da atividade neste terceiro trimestre.”

Nessa conjuntura doméstica e externa menos favorável ao apetite por risco, cresceu fortemente o pessimismo do mercado sobre o desempenho das ações no curtíssimo prazo no Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira. Entre os participantes da pesquisa, 42,86% acreditam que próxima semana será de perdas para o Ibovespa e para outros 42,86%, a percepção é de alta. Os que esperam estabilidade são 14,29%. No levantamento da semana passada, as expectativas para o índice se dividiam entre alta (60,00%) e variação neutra (40,00%), sem nenhuma resposta prevendo queda.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN