
Com bióloga, estudantes aprendem por que o beija-flor tem um bico tão longo
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Por CGN

Que pássaro das Américas tem só cinco gramas, bate as asas 80 vezes por segundo e tem o bico longo? O beija-flor. A lição está na ponta da língua dos estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Mirazinha Braga, no Bom Retiro.
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Nesta quinta-feira (19/10), a turma teve uma aula especial, com a participação da bióloga Heloísa Ribeiro, da Universidade Federal do Paraná. A atividade integra o projeto Cientistas na Escola, que divulga e populariza a ciência e o trabalho de cientistas na rede municipal de ensino de Curitiba.
A cientista, pesquisadora de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da UFPR, fez uma apresentação e uma dinâmica com as crianças sobre seu projeto de ecologia da polinização.
“A pesquisa tem como tema as barreiras morfológicas (estrutura e formas) nas interações entre beija-flores e plantas. Para falar sobre isso com os estudantes vamos explicar que o bico do beija-flor é tão comprido porque ele precisa alcançar o néctar dentro da planta e cumprir seu papel na polinização”, explicou a bióloga.
Durante a dinâmica com Heloísa, os estudantes aprenderam que o principal alimento das várias espécies de beija-flor é o néctar, que coletam nas flores.
A aula deixou Vallentina Oliveira empolgada. “Talvez eu queira ser cientista, ou talvez estudar Direito”, contou a menina. Já Stefany Souza quer ser veterinária.
“Gostei muito de entender essa parte da pesquisa, como a gente vai descobrindo as coisas”, disse a menina.
A professora da turma, Juliana da Silva Lacerda, destacou a importância de os estudantes entenderem como um cientista pesquisa seu tema de interesse. “Isso para eles é enriquecedor e desmistifica a questão da pesquisa e da vida do cientista”, pontuou Juliana.
O projeto
Criado em 2017, o projeto Cientistas na Escola já beneficiou mais de 20 mil estudantes do Ensino Fundamental na rede municipal de ensino.
O projeto é desenvolvido dentro das escolas em parceria com instituições de ensino superior e institutos de pesquisa, para aproximar o trabalho científico da vida dos estudantes.
As atividades que envolvem os cientistas e os estudantes são realizadas ao longo de todo ano. Os temas dos encontros incluem biologia, neurociências, química, paleontologia, conservação de espécies de animais, clima, pesquisas com células-tronco, drones, entre outros.
Para a secretária Maria Sílvia Bacila, ver de perto o trabalho dos cientistas desperta a curiosidade dos estudantes.
“Algumas profissões são mitos. Assim, ser cientista parece algo distante, quase impossível. É nossa obrigação superarmos isso e darmos oportunidades para os meninos e meninas da nossa rede municipal de ensino, de maneira igualitária”, afirma a secretária.
Além dos encontros entre estudantes, professores e cientistas, as ações do projeto levam para dentro das unidades educacionais as pesquisas acadêmicas que colaboram com a divulgação científica e a construção de conhecimentos.
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