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Imagem referente a MP apura fechamento de 59 leitos hospitalares no HUOP

MP apura fechamento de 59 leitos hospitalares no HUOP

Hospital foi alertado para reabrir pelo menos 30 dos leitos em uma semana…...

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Por Mariana Lioto

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Imagem referente a MP apura fechamento de 59 leitos hospitalares no HUOP

O Ministério Público de Cascavel apura a informação de que desde o final de março o HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná), em Cascavel, teria fechado 59 leitos de enfermaria. O hospital alega falta de recursos humanos devido a necessidade de atendimento da ala da Covid-19.

Para o promotor Angelo Mazzucchi Santana Ferreira a razão da atitude ainda não foi esclarecida mas a decisão ocorreu sem transparência e publicidade, colocando em risco toda a população da região, já que o hospital é referência para vários municípios.

Foi enviada uma recomendação administrativa ao reitor para que, com urgência, restitua o serviço, sendo 30 leitos em sete dias e a totalidade dos leitos em 15 dias. Se isso não ocorrer, o MP poderá buscar na justiça uma determinação para a reabertura dos leitos.

O diretor-geral do HUOP também foi intimado a explicar quais alas e quais especialidades tiveram leitos fechados, quem determinou, onde estão sendo internados os pacientes e se houve remanejamento/afastamento de servidores, inclusive por suspeita de Covid-19.

Também foram solicitadas informações sobre a ocupação de leitos do Pronto Socorro, cirurgias eletivas, custeio da Ala Covid-19, equipamentos. O HUOP pediu prazo até amanhã para responder aos questionamentos.

No final de março, em ato público, foi informada a abertura de 30 leitos da Ala Covid-19, que fica em um espaço novo no hospital, sendo 10 leitos de UTI. Na ocasião não foi informada qualquer alteração em outras alas no hospital.

Outro lado

O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) disse que em virtude da pandemia da Covid-19, houve a necessidade de mudar a estrutura interna do hospital, além disso, tem enfrentado uma dificuldade por falta de recursos humanos. De acordo com o diretor geral do hospital, Rafael Muniz de Oliveira, uma enfermaria foi transferida para o espaço, que seria destinado para a Ala de Queimados, de forma que não gerasse aglomeração e circulação nas áreas internas. O Huop necessitou realizar um planejamento, junto à gestão da 10ª Regional de Saúde, e também Secretaria Estadual de Saúde, na qual de imediato definiu que não havia recursos humanos para a abertura da ala, que tem hoje 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 20 leitos de enfermaria.

“Na data de 16 de março, houve também um decreto do Governo do Estado, que dispensou trabalhadores do grupo de risco, entre eles, pessoas acima de 60 anos, doentes crônicos, gestantes e lactantes. Nesse momento, o Huop teve cerca de 100 dispensas, e novamente, em comum acordo com a gestão da 10ª Regional de Saúde, e também Secretaria Estadual de Saúde, foi definido o fechamento temporário da ala F2, até contratação de substitutos.

O Huop deixa claro para toda população que em momento algum houve recusa de pacientes. No Pronto Socorro está sendo absorvida a demanda temporariamente.

Foi emitido documento informando o Estado sobre a necessidade de contratações emergenciais, assim como o andamento ao processo do chamamento público para contratação imediata, assim que a primeira ala foi fechada. Houve o prazo burocrático para isso, e, portanto, ele foi publicado nessa quinta-feira (23), quando também foi garantido o repasse de verba pelo Governo do Estado. Dessa forma, espera-se a contratação de até 170 profissionais, que serão essenciais para a ampliação de leitos e a manutenção dos já existentes no hospital.

O Huop é o hospital de referência para atendimento de pacientes vítimas da Covid-19, e para isso será destinado 32 leitos de enfermaria e mais 30 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para combater a pandemia. Assim como demais instituições precisamos repensar nossas estruturas para esse momento de emergência e aguardamos que logo tudo se restabeleça”, disse o hospital em nota.

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