CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

CEO do Telegram falta a depoimento sobre campanha contra o PL das fake News

O Telegram informou que não tem escritórios ou empregados fora dos Emirados Árabes, onde mantém sua sede, e que prestaria informações por escrito ou por meio...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O CEO do Telegram, Pavel Durov, não compareceu ao depoimento por videoconferência à Polícia Federal (PF) na última quarta-feira, 11, no inquérito sobre a campanha do aplicativo contra o PL das Fake News.

O Telegram informou que não tem escritórios ou empregados fora dos Emirados Árabes, onde mantém sua sede, e que prestaria informações por escrito ou por meio dos advogados contratados no Brasil.

“Frise-se que toda e qualquer manifestação apresentada por meio de sua advogada designada (…) é sempre revisada e aprovada pela Telegram, ratificando-se na integralidade todas as informações outrora apresentadas”, diz um trecho do ofício enviado pelo aplicativo à Polícia Federal para justificar a ausência do executivo.

A delegada Kamila Monteiro Maestri, responsável pela investigação, compartilhou as informações com o Supremo Tribunal Federal (STF) em um relatório parcial do inquérito.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, agora precisa decidir o futuro da investigação. A delegada pediu uma nova prorrogação para concluir a apuração. Já as plataformas investigadas – além do Telegram, o Google – querem o arquivamento.

A investigação foi aberta a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), depois que as big techs reagiram abertamente ao PL das Fake News.

O Telegram disparou, para milhões de usuários, um manifesto contra o projeto de lei. A mensagem chamava a proposta de ‘desnecessária’ e dizia que ela ‘concede poderes de censura ao governo’.

Já o Google exibiu em sua página inicial uma mensagem de alerta contra o PL. Os usuários que clicavam no link eram direcionados para um artigo de opinião do Diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Google Brasil, Marcelo Lacerda, que acusava o texto de ‘aumentar a confusão entre o que é verdade e mentira no Brasil’.

Lacerda e outros representantes da empresa já foram ouvidos pela PF. Eles informaram que o Google gastou R$ 2 milhões em anúncios sobre o projeto de lei, mas negaram que o objetivo fosse pressionar parlamentares a votar contra o texto.

Um monitoramento do Estadão revelou que a pressão das empresas fez com que pelo menos 33 deputados mudassem de posicionamento entre a aprovação do requerimento de urgência e a retirada de pauta, o que ocorreu em um intervalo de 14 dias. Representantes das big techs estiveram diversas vezes no Congresso e parlamentares confirmaram à reportagem que lobby foi intenso, inclusive com ameaças de remoção de conteúdo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN