CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

StoneX: sanção a petróleo russo e menor estoque pesam mais em preço do que guerra

“Pela primeira vez, os Estados Unidos aplicaram sanção a um navio tanque russo com petróleo acima de US$ 60 o barril, e isso traz muita preocupação...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A situação de guerra entre Israel e o Hamas segue indefinida e não é atualmente o principal fator de preocupação do mercado de petróleo, avalia o analista de Inteligência de Mercado para Petróleo da StoneX, Bruno Cordeiro. A alta da commodity, explica, se deve a outros fatores como a primeira sanção dos Estados Unidos ao petróleo russo e à revisão para cima de uma possível queda de estoques no quarto trimestre.

“Pela primeira vez, os Estados Unidos aplicaram sanção a um navio tanque russo com petróleo acima de US$ 60 o barril, e isso traz muita preocupação porque a Rússia é um grande player global por ser principal fornecedor de petróleo para a China e a Índia”, diz Cordeiro. “Há impactos na produção e na exportação russa, conforme os Estados Unidos e o G7 se mobilizam para aplicar essas sanções”, ressalta.

Bruno Cordeiro lembra que a Rússia é a segunda maior produtora mundial de petróleo e também tem relevância por ser grande exportadora.

Opep

O analista destaca que a própria Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou para cima a queda dos estoques globais de petróleo no último trimestre de 2023.

“No relatório mensal da Opep, eles revisaram para cima a perspectivas de queda de estoques para o quarto trimestre do ano, uma redução próxima a 3 milhões de barris dos estoques globais de petróleo, e isso traz um receio porque evidencia que a própria Opep espera um mercado deficitário para o quarto trimestre do ano”, explica.

Guerra

Por não se tratar de uma guerra envolvendo países relevantes para o mercado de petróleo, o preço da commodity tem resistido a ultrapassar a barreira de US$ 90, que já havia atingido em outubro, mas analistas ouvidos pelo Broadcast no início do conflito avaliaram que o preço deve escalonar gradualmente se a guerra se prolongar. Os derivados, até o momento, não foram afetados pela alta de preços da commodity.

Para o sócio e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) Adriano Pires, a commodity pode chegar a US$ 100, como ocorreu no início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022, patamar que pode gerar mais um aumento no preço dos derivados pela Petrobras no médio prazo.

Desde que assumiu em janeiro deste ano, a nova gestão da Petrobras fez apenas um aumento, em 16 de agosto, de 16,2% para a gasolina e de 25,8% para o diesel. A estatal informou que segue observando o mercado e avalia se será necessário fazer mais algum ajuste até o final do ano.

No fechamento de quinta-feira, 12, a gasolina nas refinarias da Petrobras estava R$ 0,11 acima da paridade com o mercado internacional e o diesel estava R$ 0,51 mais barato na mesma comparação. Se levadas em conta as refinarias privadas, a gasolina mantém a mesma diferença com o mercado externo e a defasagem do diesel cai para R$ 0,44 por barril.

Na Refinaria de Mataripe, na Bahia, única refinaria privada relevante do País – capacidade para refino de mais de 300 mil barris/dia -, a defasagem negativa do diesel é de 2%, e a da gasolina era positiva em 5% de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A unidade, controlada pela Acelen, do fundo de investimentos árabe Mubadala, faz reajustes semanais dos seus produtos, buscando a paridade de importação (PPI).

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN