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Reino Unido cita progresso limitado em negociações do Brexit

Para os britânicos, houve algum avanço em áreas como energia, transporte e cooperação nuclear civil, mas o governo local lamentou que os detalhes da oferta da...

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Por Agência Estado

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Depois dos europeus, o Reino Unido revelou que um consenso com o continente sobre a relação futura entre as partes depois da sua saída do bloco comum (Brexit) está muito difícil de ser obtido. Um porta-voz de Downing Street descreveu que houve “progresso limitado” no preenchimento das lacunas entre os dois lados. Mais cedo, o principal negociador da União Europeia (UE) para o Brexit, Michael Barnier, relatou que a segunda rodada de negociações, que foi feita de forma virtual por causa da pandemia de coronavírus, como decepcionantes.

Para os britânicos, houve algum avanço em áreas como energia, transporte e cooperação nuclear civil, mas o governo local lamentou que os detalhes da oferta da UE sobre o comércio de mercadorias tenham ficado “muito aquém” do que já foi negociado entre o bloco comum e outros países. “Isso reduz consideravelmente o valor prático da aspiração de cota zero de tarifa zero que ambos compartilhamos”, pontuou o porta-voz.

Em vários momentos, ele fez o comparativo com flexibilizações existentes em pactos com outras nações. Um dos pontos mais sensíveis é em relação à pesca, como já vinha adiantando o Broadcast. O Reino Unido quer o controle total do acesso a suas águas, fonte de sobrevivência de pescadores principalmente franceses e origem de muito da proteína consumida no continente. A próxima rodada está marcada para 11 de maio, e a perspectiva de Downing Street é a de que até lá se encontre uma “solução geral equilibrada que reflita as realidades políticas de ambos os lados”.

O desejo dos britânicos é o de que o relacionamento futuro com a UE se desse nos mesmos moldes do que tem hoje, por exemplo, o Canadá. Uma opção menos conveniente para a Ilha, mas tida como plano B seria adotar um acordo como o que há hoje entre a Europa e a Austrália. O bloco comum, porém, já havia alertado em várias ocasiões também que a situação do Reino Unido seria diferente e que o país não poderia pensar que teria para si um “menu de opções a escolher”. Além do mais, a Europa tem sido dura com o seu primeiro dissidente justamente para que não fomente uma reação em cadeia de outros membros que possa desintegrar o bloco comum.

Formalmente, o Brexit entrou em vigor em 31 de janeiro, mas por causa do período de transição, ele será colocado em prática a partir do primeiro dia do ano que vem. Até lá, estão previstas discussões sobre o futuro entre as duas partes no período chamado de transição. O período poderia ser prorrogado, como há muito deseja a UE, mas o primeiro-ministro Boris Johnson tem sido relutante em estender o prazo. Nesta sexta, essa posição teria sido reforçada novamente e o prazo para uma extensão expira em junho. Há expectativas, porém, de que por causa da pandemia de coronavírus, que suspendeu, cancelou e atrasou várias frentes dos governos em todo o mundo, ele possa mudar de opinião.

Ao mesmo tempo, o premiê defende que quando esse prazo se encerrar, o Reino Unido volte a ser totalmente “independente e soberano”. Na prática, isso significa que não haverá alinhamento com a legislação da UE nem jurisdição do Tribunal de Justiça Europeu (TJE).

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