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Taxas longas disparam com piora de risco político diante de acusações de Moro

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 3,120%, de 2,715% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro...

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Por Agência Estado

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O pedido de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e acusações de tentativa de interferência do presidente Jair Bolsonaro no trabalho da Polícia Federal já empinavam a curva pela manhã, mas à tarde a inclinação ganhou força, com as principais taxas atingindo os limites máximos de oscilação da sessão. O mercado foi gradualmente piorando na medida em que a repercussão negativa do episódio ia tomando corpo, com aumento do temor de outras baixas no ministério, entre elas de Paulo Guedes, em especial após o titular da Economia não estar presente na apresentação do Plano Pró-Brasil e cancelar participação em lives neste sexta-feira. Os players também começam a embutir nos preços algum risco de impeachment, uma vez que as revelações de Moro são consideradas “graves” e teriam provas documentais.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 3,120%, de 2,715% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2022 subiu de 3,369% para 4,10%. A taxa do DI para janeiro de 2027 fechou na máxima de 8,59%, de 7,182% ontem.

Os limites máximos de oscilação foram atingidos no meio da tarde, logo após a informação de que Bolsonaro falaria às 17h, para, segundo ele, restabelecer a verdade da demissão de Moro. Em seu pronunciamento, há pouco, ele negou as acusações do ex-ministro. “Nunca pedi para ele (Moro) para que a PF me blindasse onde quer que fosse”, disse Bolsonaro.

Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, diz que a saída e o discurso de Moro podem tornar o cenário político disfuncional. “O que Moro disse é muito grave. Sem dúvida, o impeachment, que era um risco de cauda, entra agora nas possibilidades”, afirmou. Na sua avaliação, o governo parece, com a saída de Moro, estar perdendo sua essência que era a bandeira contra a corrupção e a pandemia do coronavírus também colocou outra bandeira em xeque: a agenda liberal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para apurar fatos narrados por Moro. Integrantes do Ministério Público Federal (MPF) ouvidos reservadamente pelo Estadão/Broadcast afirmam que as declarações podem levar o presidente a ser investigado por sete crimes, ao apontarem indícios de envolvimento de Bolsonaro nos crimes de responsabilidade, falsidade ideológica, prevaricação, coação, corrupção, advocacia administrativa e até obstrução de Justiça.

Em função desse contexto conturbado, o mercado recolheu as apostas de corte da Selic em 0,75 ponto porcentual no Copom de maio e a precificação da curva a termo agora aponta 100% de chance de queda de 0,50 ponto, segundo Rostagno.

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