
Após saída de Moro, Bolsonaro dá entrevista coletiva
Presidente disse que vai "restabelecer a verdade" sobre saída de Moro e diretor-geral da PF......
Publicado em
Por Mariana Lioto
O presidente Jair Bolsonaro concede nesta tarde entrevista coletiva. Ele falou que o objetivo é “restabelecer a verdade sobre a demissão a pedido do Sr. Valeixo bem como do Sr. Sérgio Moro”.
Moro falou no final da manhã que deixará o cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública depois da interferência política de Bolsonaro na exoneração do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo.
O ex-ministro afirmou que não foi apresentado qualquer motivo técnico para a exoneração e que o documento não foi assinado por ele.
Bolsonaro disse que teve que “implorar” para que o caso do esfaqueamento dele, em Juiz de Fora-MG, durante a campanha, fosse investigado e o órgão não teria sido esclarecido “quem mandou matar Jair Bolsonaro”.
Ele chegou a comparar o caso dele com o de Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro, dizendo que a “PF de Sérgio Moro mais se preocupou com Marielle do que com seu chefe supremo”.
“Se eu posso trocar o ministro, por que eu não posso trocar o diretor da Polícia Federal? Eu não tenho que pedir autorização para ninguém”.
Bolsonaro disse que Valeixo já havia falado aos seus superintendentes que tinha intenção de deixar o cargo e por isso conversou com Moro para a mudança na direção-geral e publicou a exoneração.
O presidente acusou Moro de ter pedido a indicação para ministro do STF em novembro para apenas depois disso fazer a troca de Valeixo. Pela manhã, o ex-ministro negou o pedido de indicação para o cargo.
Bolsonaro chegou a citar que foi ignorado por Moro na primeira vez que se encontraram, em um aeroporto e que depois houve um pedido de desculpas. Ele destacou que Moro não participou da campanha.
O presidente disse que a autonomia que dá para os ministros trabalharem não é sinal de soberania e foi combinado o poder de veto do presidente na indicação de cargos de confiança. Bolsonaro disse que, mesmo assim, abriu mão do seu poder de indicar o diretor-geral da Polícia Federal para que a indicação fosse de Moro.
A coletiva foi encerrada com a leitura de um documento onde Bolsonaro disse que “não são verdadeiras as insinuações de que eu gostaria de saber sobre investigações em andamento”.
Acompanhe a transmissão.
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