CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Revelações de Moro apontam ‘fatos gravíssimos’, diz presidente do Sindesp

As revelações do ex-ministro Sérgio Moro sobre atuação do presidente Jair Bolsonaro contra a autonomia da Polícia Federal devem ser apuradas “com rigor e celeridade necessários”,...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindesp) emitiu nota repudiando o que classificou de “ingerências políticas” que resultaram na demissão de Moro. Assim como o sindicato dos delegados da PF, a instituição afirma que os fatos revelados pelo ex-ministro da Lava Jato são “gravíssimos” e que “comprometem a instituição da Presidência da República”.

As revelações do ex-ministro Sérgio Moro sobre atuação do presidente Jair Bolsonaro contra a autonomia da Polícia Federal devem ser apuradas “com rigor e celeridade necessários”, afirmou Tania Prado, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo.

“É preciso dotar a Polícia Federal de autonomia na Constituição para impedir ingerências como as que estão ocorrendo”, afirmou Prado.

“A Polícia Federal não pode estar exposta a tentativas de ingerências políticas e manipulação de interesses. O antídoto contra a excessiva vulnerabilidade da Polícia Judiciária e as odiosas intromissões políticas é a autonomia institucional”, afirmou o Sindesp, em nota assinada pela presidente do sindicato, Raquel Kobashi Gallinati. “Ainda mais grave que essa tentativa arbitrária tenha como origem a principal instituição do país, a Presidência da República”.

“A autonomia institucional da Polícia Judiciária concorre para o interesse público e qualquer tentativa de alterar essa norma deve ser vista como um ataque aos fins para os quais se destina, a manutenção do Estado Democrático de Direito e da Justiça”, conclui o sindicato.

Em nota, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública afirmou ser “urgente” a atuação do Ministério Público e do Judiciário no aprofundamento de “investigações sobre a existência de potencial conflito de interesse e improbidade administrativa” na nomeação de pessoas ligadas a Bolsonaro para cargos-chave no setor de segurança pública.

A instituição também criticou a gestão Moro na pasta. “Entendemos que sua gestão não foi muito diferente das anteriores, pois ele não usou de seu grande prestígio político e de suas prerrogativas no cargo para avançar na construção de reformas das polícias”, afirmou.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN