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‘Desigualdade fragiliza o País’, dizem economistas

O encontro, que neste ano tem parceria do jornal O Estado de S. Paulo, é organizado pela comunidade brasileira de estudantes em Boston, nos Estados Unidos,...

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Por Agência Estado

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A grande população vulnerável do Brasil coloca o País em uma situação econômica muito frágil diante da pandemia do novo coronavírus, de acordo com o ex-presidente do Banco Central Persio Arida e o economista Eduardo Giannetti. Em debate virtual no painel de abertura da 6ª edição da Brazil Conference at Harvard & MIT, nesta quarta-feira, 22, ambos criticaram a atuação do presidente Jair Bolsonaro na crise.

O encontro, que neste ano tem parceria do jornal O Estado de S. Paulo, é organizado pela comunidade brasileira de estudantes em Boston, nos Estados Unidos, para promover o debate entre líderes do País. Esta edição será toda realizada por meio de videoconferência por causa da pandemia. O Estado fará a cobertura exclusiva em suas plataformas.

O debate entre os dois economistas tratou da situação econômica do Brasil diante da crise mundial desencadeada pela covid-19. “A obscena desigualdade social fragiliza o Brasil em uma situação como essa”, defendeu Giannetti. Para ele, o contexto de 40 milhões ou mais de brasileiros sem situação regular de emprego dificulta o acesso às políticas de suporte social. “O governo muitas vezes não tem nem como chegar a essas pessoas, pois elas não têm uma existência na vida civil. É um complicador no momento em que precisamos transferir recursos para grupos sociais vulneráveis.”

Persio Arida afirma que temos hoje um Estado “gigante” e “disfuncional” que promove desigualdades. “Como ele faz isso? Nas diferenciações de regimes tributários, pelos elevadíssimos salários do setor público.” Para ele, o governo Bolsonaro não tomou medidas essenciais para reduzir a desigualdade antes da crise. Reforma tributária, reforma administrativa e abertura comercial foram pontos críticos que, segundo Arida, devem ser feitos no País para mudar esse cenário.

A atuação do Executivo federal também é uma fragilidade, afirma Giannetti. “Temos um governo disfuncional. Um presidente que manda sinais completamente contrários ao que é o comportamento correto e que está em conflito aberto com outras instâncias da República”, afirma o economista.

Ele criticou ainda o esvaziamento do ministério da Saúde, após demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta. Isso, segundo ele, tornou a pasta “completamente inoperante e sem conhecimento do que fazer”.

Arida disse que o atual governo tem sido “uma tragédia na área da educação” e toma medidas que prejudicam a produtividade do País, dois aspectos indispensáveis para o crescimento. Ele criticou o governo por ainda não ter enviado ao Congresso as propostas de reforma Administrativa e Tributária.

Dívida

A sustentabilidade da dívida pública brasileira deve ser um tema que virá com força após a pandemia do novo coronavírus, avalia Giannetti. Segundo ele, o Brasil estava começando a ter mais estabilidade, após a reforma da Previdência e de um esforço para conter o gasto público que começou no governo de Michel Temer.

“Infelizmente, dado o imperativo de gasto público e a queda de arrecadação, ambos produzidos pela pandemia, vamos ter, novamente um saldo grande de endividamento público”, disse. “A preocupação e apreensão não devem ficar apenas para o futuro, mas desde já, na percepção de que essa dívida pode não ser sustentável.”

Pandemia e o papel do Estado

Mais ou menos intervenção do Estado? Como proteger o cidadão? E o mercado? Como fica tudo isso em tempos da pandemia global do novo coronavírus? Perguntas como essas serão debatidas nesta quinta-feira (23) pelos quatro participantes do segundo painel da Brazil Conference a Harvard & MIT.

O papel do Estado na pandemia e seus efeitos será debatido a partir das 19h pelas economistas Ana Paula Vescovi (Banco Santander) e Laura Carvalho (USP), e pela jurista Flávia Piovesan, que integra a comissão de direitos humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O debate será mediado pela jornalista Flávia Oliveira.

O painel integra uma programação que inclui também debates sobre desenvolvimento econômico, empreendedorismo e startups, além de discussões sobre desigualdade e política externa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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