CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Remessa Conforme tem alíquota federal zero e não há previsão de revisão, diz Durigan

Durigan participou de evento sobre a tributação de comércio eletrônico promovido pelo IDP....

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há previsão, em um horizonte próximo, de revisão da alíquota do Imposto de Importação das empresas de e-commerce que aderirem ao programa Remessa Conforme. Essa alíquota tem valor de 60%, mas é zerada para as plataformas que foram habilitadas no programa da Receita Federal.

Durigan participou de evento sobre a tributação de comércio eletrônico promovido pelo IDP.

Ele disse que considera injusta a repercussão em redes de que está havendo taxação em compras internacionais e frisou que o programa Remessa Conforme convida empresas a aderirem e zera a alíquota federal. Em contrapartida, há cobrança uniforme de 17% de alíquota do ICMS, tributo estadual.

“Hoje a gente tem alíquota zero e não tem, no horizonte próximo, revisão dessa alíquota zero. Só vamos fazer a revisão dessa alíquota zero quando dialogarmos com empresas, varejo e verificarmos que há falta de isonomia tributária. O Ministério da Fazenda quer que haja concorrência”, afirmou o secretário-executivo.

Ele argumentou que a sensação de aumento de alíquota reflete a ampliação da fiscalização da Receita Federal. Na visão do secretário, a alíquota de importação de 60% nas transações internacionais realizadas entre pessoa jurídica e pessoa física nunca teve uma fiscalização satisfatória e os Estados não tinham adesão e coerência para fiscalizar e tributar o ICMS.

O Remessa Conforme mudou esse cenário e quem não adere ao sistema é tratado na forma da lei.

Durigan ainda ressaltou que a preocupação da Fazenda é com a preservação de empregos e também atração de novas empresas para o País, e está aberta ao diálogo. Como exemplo, ele citou os projetos da retomada do voto de Minerva no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) e a reforma tributária.

A proposta do Carf foi alterada pelos parlamentares, e a reforma tributária trabalha com textos que já tramitavam na Câmara e Senado. “Com o Remessa Conforme não é diferente. A Fazenda não quer impor a sua visão unilateral. O varejo tem dados preocupantes que a gente tem de ouvir”, disse.

Próximos passos

O secretário executivo do Ministério da Fazenda reiterou que o foco do Programa Remessa Conforme são as compras de e-commerce de até US$ 50 enviadas para o País, que correspondem a quase 100% das entradas. Durigan disse que, após a consolidação dessa etapa, o próximo passo do governo pode ser endereçar a discussão das alíquotas que serão aplicadas às compras que superem o limite de US$ 50.

“A importância de discutir a remessa até US$ 50 é porque quase 100% das nossas entradas são dessas remessas de baixo custo. Evidentemente toda a pressão popular que existe, o debate que existe com as empresas, e-commerce e varejo está focado nas remessas até US$ 50. Recebemos pouca demanda de remessas acima de US$ 50. O Remessa Conforme ataca a principal questão, que é de compras até US$ 50. Podemos fazer isso como próximo passo, de endereçar a discussão para remessas acima de US$ 50”, disse Durigan.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN