CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Filipinho bate Ewing, é bicampeão e dá ao Brasil o sétimo título do Circuito Mundial de Surfe
© Thiago Diz/World Surf League/Direitos Reservados

Filipinho bate Ewing, é bicampeão e dá ao Brasil o sétimo título do Circuito Mundial de Surfe

A conquista de Filipinho ampliou para sete o número de Mundiais conquistados pela “Brazilian Storm”, como é conhecida a vitoriosa geração do surfe brasileiro. Além dos...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade
Imagem referente a Filipinho bate Ewing, é bicampeão e dá ao Brasil o sétimo título do Circuito Mundial de Surfe
© Thiago Diz/World Surf League/Direitos Reservados

Filipe Toledo chegou ao WSL Finals, a decisão pelo título do Circuito Mundial de Surfe, como favorito, não só por estar vestindo a lycra amarela reservada ao primeiro colocado do ranking, mas por ser o atual campeão. Sem demonstrar nervosismo frente à responsabilidade, o paulista de Ubatuba confirmou o bicampeonato na praia de Trestles, em San Clemente, na Califórnia, ao bater o australiano Ethan Ewing, que surpreendeu por partir da segunda rodada, na qual eliminou o brasileiro João Chianca, e chegar à final um mês depois de quebrar duas vértebras.

A conquista de Filipinho ampliou para sete o número de Mundiais conquistados pela “Brazilian Storm”, como é conhecida a vitoriosa geração do surfe brasileiro. Além dos dois troféus do ubatubense, o Brasil tem Adriano de Souza “Mineirinho” e Italo Ferreira na lista de vencedores do circuito ao lado do tricampeão Gabriel Medina. Toledo, assim como Chianca, está garantido nos Jogos de Paris-2024, conforme já estava definido pela participação no Finals.

O título desta sexta foi disputado em meio a certa polêmica a respeito dos critérios para formação de notas. A WSL, associação que organiza o campeonato, informou que o Finals valorizaria o surfe progressivo, que envolve manobras como aéreos de alto grau de dificuldade, uma das especialidades de Filipinho. Em entrevista à revista “Stab”, na terça, o lendário Kelly Slater criticou a supervalorização dos aéreos e defendeu o “surfe de borda”.

O pai de Filipinho, Ricardo Toledo, rebateu e disse, à SporTV, que Slater só pensa em ser “o centro das atenções”. Discussões sobre critérios tomaram toda a temporada e vieram também de brasileiros, como Medina e Ítalo Ferreira, que não foram ao Finals. Em maio deste ano, em contestação com teor diferente à de Slater, pediram mais clareza na definição das notas.

Debates à parte, o certo é que Toledo foi versátil e mostrou belos aéreos e ótimas rasgadas contra Ewing para conseguir o bicampeonato, com vitória nas duas baterias da final em melhor de três – 17,97 a 17,23 e 14,27 a 12,37. Antes disso, seu adversário da Austrália trilhou uma jornada incrível, mostrando um surfe de primeiro nível mesmo voltando de lesão, para ter o direito de brigar pelo título.

BOM INÍCIO DE CHUMBINHO
No Finals, o surfista líder do ranking, caso de Filipinho, espera duelos entre os outros integrantes do top 5 para saber quem será seu adversário na decisão do título. Após um primeiro embate entre o quarto e o quinto colocados, o sobrevivente avança para encarar o terceiro. Então, o novo vencedor faz um confronto com o vice-líder do ranking para decidir o adversário do primeiro colocado na briga pelo título mundial.

Seguindo tal formato, a disputa em Trestles começou com João Chianca, o Chumbinho, que entrou como quarto da classificação, enfrentando o australiano Jack Robinson, quinto. O início foi uma evolução de notas baixas para razoáveis. Robinson somou apenas 1,40 nas primeiras ondas e viu Chumbinho anotar 5,00. O australiano respondeu com 6,00, mas o brasileiro voltou à frente com uma onda de 5,93. Robinson retomou a dianteira ao anotar 5,60, mas viu Chianca somar 8,33, maior nota da bateria, a um 7,00 para fechar vitória em 15,33 a 11,87, avançando de fase.

EWING SURPREENDE APÓS LESÃO E ELIMINA CHUMBINHO
O desafio seguinte de Chumbinho foi diante de outro australiano, o terceiro colocado do ranking Ethan Ewing, que fraturou duas vértebras enquanto treinava para a etapa de Teahupo’o, um mês atrás, e chegou a ser dúvida para o Finals. Era incerto, portanto, se Ewing seria capaz de mostrar o seu melhor surfe.

Logo em seus primeiros minutos na água, o australiano mostrou que estava em ótimas condições e lançou um 7,83 na primeira onda contra 6,67 do brasileiro. Continuou crescendo com notas 8,60 e 9,00 para superar Chianca, que teve um 7,90 como maior nota. A pontuação final foi de 17,60 e 14,57. Assim, Chumbinho caiu fora da disputa pelo título, enquanto Ewing avançou para enfrentar o americano Griffin Colapinto, vice-líder do ranking e surfista local.

SURFISTA LOCAL FRUSTRA SEU PÚBLICO
A maioria dos espectadores presentes em Trestles torciam efusivamente pelo representante da casa, principal candidato a tirar o título de Filipinho. Muito vestiam camisetas com o rosto de Colapinto e um barco exibia uma mensagem de apoio a ele. “Griff campeão do mundo”, dizia a faixa. Ethan Ewing, completamente alheio à preferência da torcida, não se intimidou frente ao favoritismo do adversário e protagonizou mais um ótima bateria para chegar à final.

Ewing Fez 8,17 em sua primeira onda e chegou a ficar atrás de Colapinto, que conseguiu pegar ondas seguidas de 5,67 e 6,50. Pouco depois, o australiano respondeu com 8,13 e, a partir daí, não esteve mais em desvantagem. Quando restavam cinco minutos, substituiu o 8,13 por um 8,93, deixando para Colapinto a missão de fazer 8,88 nos instantes final. O surfista local não conseguiu, foi derrotado por 17,10 a 15,96 e viu a faixa de “campeão do mundo” ser retirada da embarcação.

FILIPINHO X EWING
Com a eliminação do americano, parte do público voltou sua torcida a Filipe Toledo na grande decisão, disputada em melhor de três. Um torcedor, inclusive, riscou o nome de Colapinto de uma faixa e escreveu o do brasileiro, que é bastante habituado a surfar em Trestles, pois mora há anos em San Clemente. Vestindo a lycra amarela do número 1 do mundo, Filipinho abriu a primeira bateria iniciando uma onda com linda rasgada e finalizando com um aéreo, combinação que rendeu nota 7,00.

Ewing teve uma apresentação mais conservadora, porém substancial, em sua primeira onda e tirou um 7,33 dos juízes, nota que arrancou vaias da torcida, antes de somá-la a um 8,50. Filipinho acertou um aéreo mais vertical na onda seguinte e subiu a régua, com um 9,00. Depois dessa, a melhor nota do brasileiro foi um 8,67, que garantiu a ele o triunfo pela diferença apertada de 17,97 a 17,23 do adversário, dono de um 8,73 como avaliação mais alta.

Na segunda bateria, o marasmo tomou conta da praia de Trestles. Faltavam 16 minutos de 35 iniciais quando Toledo conseguiu pegar a primeira onda e caiu, somando apenas 0,37. Resolveu encarar mais uma onda sem tanto potencial e a utilizou com a inteligência, lançando mais uma finalização com aéreo, avaliado com nota 5,17. Assim, tinha 5,45 na somatória.

Filipinho encarou mais uma, dessa vez para esquerda e com mais altura, mas caiu ao tentar novo aéreo. Serviu, ao menos, para substituir o 0,37 por 1,77, subindo a nota geral para 6,94. Faltando menos de dez minutos, veio uma onda de melhores condições e o brasileiro se lançou de novo para fazer 7,50, elevando a total para 12,67. Só depois disso que Ewing pegou sua primeira onda e somou 4,70. Então, os dois pegaram ondas seguidas: 7,67 para o australiano e 6,77 para o brasileiro, que cravou 14,27 a 12,37 na soma para ser bicampeão do mundo.

FINAL FEMININA
Na disputa feminina, a pentacampeã e então líder do ranking Carissa Moore, do Havaí, foi desbancada na final pela americana Caroline Marks, que entrou no Finals como terceira colocada e avançou desde a segunda bateria. Na a primeira bateria da melhor de três da grande decisão, venceu por 17,10 a 14,97. Na segunda, de poucas ondas, fez 14,60 a 13,53 para colocar o nome no panteão das melhores surfistas do mundo.

Marks acabou com uma dinastia de 15 anos, nos quais o Circuito de Surfe só teve três campeãs. Neste período, a vice desta sexta, Carissa Moore, venceu cinco Mundiais, enquanto a australiana Stephanie Gilmore foi campeã oito vezes. Taylor Wright, também da Austrália, era a única que havia se colocado entre as duas, com o bicampeonato conquistado em 2016 e 2017.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN