Associação Médica da Índia exige fim de violência contra médicos e enfermeiros

Nesta segunda-feira, 20, a Associação Médica Indiana (IMA) divulgou um comunicado dizendo que “os médicos foram abusados e espancados”, entre outras agressões. Segundo a entidade, médicos,...

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Por Agência Estado

Os profissionais de saúde da Índia estão enfrentando desafios no combate à pandemia do novo coronavírus. Além da falta de equipamentos e instalações adequadas para o trabalho e exposição à doença, há relatos de violência contra eles.

Nesta segunda-feira, 20, a Associação Médica Indiana (IMA) divulgou um comunicado dizendo que “os médicos foram abusados e espancados”, entre outras agressões. Segundo a entidade, médicos, enfermeiros e todos os profissionais da saúde precisam ser protegidos por uma lei nacional.

Profissionais de saúde também foram hostilizados e atacados em países como Austrália e Filipinas, mas a situação é mais dramática na Índia. “Exigimos uma lei central especial contra a violência para médicos, enfermeiros, profissionais de saúde e hospitais”, disse, na nota, a IMA.

Em protesto simbólico, a entidade pede que profissionais de saúde de todo o país acendam uma vela nesta quarta-feira, 22, às 21h (horário local) no chamado “Alerta Branco”. “Não permita que nosso branco se torne vermelho. Proteja os médicos”.

Caso o governo não formule uma lei central sobre a violência contra os profissionais de saúde, a IMA informou que haverá um “Dia Negro”, nesta quinta-feira, 23, quando médicos de todo o país trabalharão com crachás pretos. Outras decisões devem ser tomadas se o governo ainda não agir, de acordo com a declaração emitida pelo IMA.

Muitos médicos, que trabalham na linha de frente de hospitais indianos, já testaram positivo para a covid-19. Somente em Nova Délhi, foram mais de cem profissionais. Muitos deles moram em albergues onde o distanciamento social não acontece efetivamente.

A Índia possui 18.601 casos confirmados e 590 mortes. No dia 24 de março, o primeiro-ministro, Narendra Modi, decidiu pelo confinamento total do país de 1,3 bilhão de habitantes durante três semanas para conter a pandemia do novo coronavírus. (Com agências internacionais).

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