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Tempo do negacionismo acabou e BNDES apoiará expressão cultural, diz Mercadante

“O tempo do negacionismo acabou”, declarou em evento realizado na sede do BNDES. “Foi destruída a política de audiovisual no BNDES. Parte disso foi política construída...

Publicado em

Por Agência Estado

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, criticou a atuação do banco nos últimos anos e disse que a instituição vai ampliar o apoio a diversas formas de expressão cultural.

“O tempo do negacionismo acabou”, declarou em evento realizado na sede do BNDES. “Foi destruída a política de audiovisual no BNDES. Parte disso foi política construída para apequenar banco público.” Ele reafirmou ainda que o plano é “dobrar o tamanho do banco em quatro anos” e disse: “queremos reconstruir o banco público”.

O presidente do banco de fomento acrescentou que outras formas de expressão da cultura também terão espaço no BNDES. “O banco vai respeitar a liberdade de expressão”, disse, frisando que todos podem apresentar seus projetos. “Lula voltou, e o BNDES vai voltar para a Cultura”, disse.

O executivo afirmou que o cenário já está mudando. “O presidente do TCU Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, mudou o procedimento relativo ao BNDES. Os servidores estavam sendo criminalizados por apoio à cultura e ao esporte”, disse Mercadante, mencionando como exemplo a canoagem, modalidade em que o Brasil é medalhista olímpico.

Mercadante também destacou o papel econômico do setor cultural e disse que é preciso dar “mais peso e importância” à indústria criativa. “A indústria criativa responde por 3,11% do PIB e automotiva, 2,5% do PIB”, comparou.

“Não há o que discutir sobre impacto do audiovisual no país. Em 2019, o impacto econômico da cultura foi de R$ 55,8 bilhões. O setor respondeu por 657 mil empregos diretos e indiretos e recolheu R$ 7,7 bilhões em impostos.”

Durante o Seminário BNDES do Audiovisual Brasileiro, Mercadante destacou o papel histórico da instituição em favor da cultura: soma apoio a 330 salas e 454 filmes ao longo de sua história, contabilizou. “Chegamos a investir em cultura R$ 351 milhões em 2016”, citou. “Em 2017, o valor investido foi de R$ 12 milhões.”

Também presente ao evento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, reforçou que “é importantíssimo neste momento colocar o audiovisual a todo vapor. Em tempos de telas portáteis e outras janelas de difusão políticas, as produções audiovisuais se tornam mais importantes do que nunca”.

A ministra anunciou a aprovação, na manhã desta quarta-feira, na Comissão de Comunicação e Direitos Digitais (CCDD) do Senado, do PL que prorroga a cota de tela na TV paga. O projeto, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), segue para análise da Câmara dos Deputados.

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