
HU emite nota técnica sobre exames da Covid-19 e afirma que óbito de criança segue em investigação
Como exames tiveram diferentes resultados, o resultado final será avaliado com histórico clínico e epidemiológico da paciente......
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Por Mariana Lioto

O HUOP afirma que a causa da morte da paciente de 11 anos, que veio a falecer no Hospital Universitário do Oeste do Paraná ainda está em investigação. O resultado final será avaliado com histórico clínico e epidemiológico da paciente. Ontem foi divulgado que o teste do Lacen deu negativo para Covid-19.
Segundo o hospital, existem hoje dois exames, ambos coletados na paciente e que diferem em seus resultados: Ensaios moleculares (tipo RT-PCR) e ensaios imunológicos (Testes Rápidos). Ou seja, somente após investigação clínica e epidemiológica que será confirmado ou não o caso como Covid-19. Enquanto isso, nos dados oficiais do hospital continuaremos tratando como ÓBITO DE PACIENTE SUSPEITO DE COVID-19.
Rodrigo Barcella, que é Farmacêutico Bioquímico do Hospital e atualmente exerce a função de Diretor Administrativo, emitiu uma nota técnica para esclarecer a diferença entre os testes realizados e os respectivos resultados.
Ensaio molecular (RT-PCR) x ensaio imunológico (Testes Rápidos)
“Deve-se ter clara a diferença entre os ensaios moleculares (tipo RT-PCR) e ensaios imunológicos (Testes Rápidos). O primeiro destina-se a detecção do material genético do agente causador da doença, no caso da COVID-19, o RNA do SARS-CoV-2. Por detectar o vírus, este exame é recomendado nos dias iniciais após a infecção, quando surgem os primeiros sintomas. Com a multiplicação viral no organismo do hospedeiro, passa a surgir a resposta imunológica contra o agente invasivo, e desse modo, a produção de anticorpos. Estes são alvos dos Testes Rápidos aplicados para COVID-19, nos quais podem ser detectados anticorpos do tipo IgG e IgM contra o vírus da COVID-19. A resposta imunológica tende a neutralizar os vírus no organismo infectado, e desta maneira o RT-PCR não será mais um exame capaz de detectar o material genético viral. Pessoas convalescentes (cura) manterão anticorpos do tipo IgG por longo tempo, e, inclusive, acredita-se que protegendo este indivíduo contra novas infecções pelo mesmo vírus. Há ainda indícios de que a resposta imunológica desproporcional, apesar de neutralizar o vírus, corrobore para as complicações graves da doença em um processo de hiperinflamação. Desse modo a doença persistiria causando grandes danos mesmo quando não mais detectável o vírus no organismo. Mas, neste caso, a presença de anticorpos do tipo IgG permaneceriam e seriam detectados em testes imunológicos como os testes rápidos imunocromatográficos.
Isso ilustra que o resultado negativo de RT-PCR apenas indica que não foi detectado o vírus na amostra enviada para a análise e, portanto, no caso específico do óbito da menina de 11 anos não se pode descartar como causa o COVID-19 pelo ensaio molecular. Já os ensaios imunológicos sugerem que houve, em algum momento, a infecção pelo SARS-CoV-2. A correlação dos dados clínicos e epidemiológicos com os dados laboratoriais é que serão capazes de aproximar uma causa definitiva”.
A menina era moradora de Assis Chateaubriand.
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