Bolsas da Europa fecham sem direção única, com pressão de NY e incertezas na economia

Em Londres, o FTSE 100, subiu 0,18% a 7.333,63 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, fechou em queda de 0,68%, a 15.621,49 pontos. O CAC...

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Por Agência Estado

Os mercados acionários da Europa fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 24, influenciados por Wall Street, além das incertezas sobre a economia da região, no dia de início do Simpósio Jackson Hole, apontado por analistas como o principal driver até a sexta-feira, 25.

Em Londres, o FTSE 100, subiu 0,18% a 7.333,63 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, fechou em queda de 0,68%, a 15.621,49 pontos. O CAC 40, em Paris, cedeu 0,44%, a 7.214,46 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, recuou 0,57%, a 28.072,12 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 subiu 0,14%, a 9.329,00 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 subiu 0,74%, a 6.064,81 pontos. As cotações são preliminares.

Em entrevista à mídia norte-americana em Jackson Hole, o dirigente do BCE e presidente do BC português, Mario Centeno, reconheceu a desaceleração da inflação da zona do euro, mas destacou a necessidade de seguir com o trabalho.

Em paralelo, o ex-dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) James Bullard e o presidente do Fed da Califórnia, Patrick Harker, falaram sobre a força da economia e sobre a necessidade de juros restritivos nos EUA. Já na sexta-feira, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, e o presidente do Fed, Jerome Powell, devem discursar no evento.

As bolsas europeias iniciaram o pregão em alta, fortalecidas por ações de empresas de semicondutores na esteira do balanço melhor que o esperado da gigante norte-americana Nvidia. As ações da ASM International cederam mais de 6% em Amsterdã, enquanto as da Nordic Semiconductor caíram cerca de 0,5% em Oslo. Já a Ams-Osram subiu mais de 3,5% em Viena.

Entretanto, os índices não conseguiram manter o fôlego até o fechamento, quando a “euforia” da Nvidia foi se dissipando, conforme menciona a CMC Markets, que destaca também os rendimentos europeus como pressão adicional.

A instituição pontua que os ganhos de mais cedo foram “cautelosos”, com os investidores conscientes de que a fraqueza dos dados recentes poderá ser “algo pontual”, sugerindo força na economia da zona do euro e, portanto, riscos de mais altas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).

A resiliência do FTSE, por sua vez, foi atribuída ao baixo desempenho da libra pela Oanda, sendo o índice também “aparentemente impulsionado por lucros impressionantes da Nvidia”.

A CMC Markets também destaca que o índice britânico deve está com “mais facilidade em manter os seus ganhos devido ao desempenho superior nas áreas mais defensivas do mercado”, que incluem GSK e Unilever, ambas subindo mais de 0,5%.

Ainda, investidores acompanharam a queda do preço do gás, com a BP fechando em alta de mais de 0,5% em Londres e a Repsol subindo mais de 1% em Madri.

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