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Real, curva de juros e inflação capturam melhoria com aprovação de medidas, diz Galípolo

“Se pegar o patamar do real na virada do ano, as curvas de juros cedendo e melhoria na própria inflação reduzindo, tem uma série de variáveis...

Publicado em

Por Agência Estado

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O diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o atual cenário econômico – com apreciação do real ante o dólar, redução dos juros e controle da inflação -, captura a melhoria da economia com a aprovação de medidas propostas pelo governo. Essas ações, por sua vez, refletem a vontade da sociedade expressa nas urnas. As declarações foram feitas em debate organizado pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon).

“Se pegar o patamar do real na virada do ano, as curvas de juros cedendo e melhoria na própria inflação reduzindo, tem uma série de variáveis que vão capturando e compensando a aprovação de medidas. O próprio arcabouço fiscal é uma delas”, disse Galípolo.

Para ele, o arcabouço fiscal reflete a conjunção de forças políticas eleitas no Executivo e no Legislativo, e preserva a possibilidade de abarcar diversos vieses que saíram das urnas. “É desejável que cada vez mais pessoas queiram debater esse tema. Ao construir cada uma dessas soluções, a obrigação dos economistas sobre esse viés democrático é tentar capturar a vontade da sociedade expressa nas urnas”, pontuou.

Copom e cenários externos

O diretor de Política Monetária do Banco Central disse também que seria bom que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) também afetasse a taxa de juros dos Estados Unidos, mas reconhece que isso ainda não ocorre. “Vai ser muito bom o momento em que o Copom afetar a taxa de juros norte-americana, mas ainda não chegamos nesse estágio”, afirmou.

A leitura de Galípolo é de que o maior déficit norte-americano está levando a uma oferta maior de títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a aumento das taxas, mas simultaneamente há uma redução da demanda por esses títulos, principalmente por parte de japoneses e chineses.

Além disso, o próprio aperto no balanço do Fed, o banco central dos Estados Unidos, também gera um tipo de perturbação e volatilidade no mercado, o que movimentou mais o cenário nas últimas semanas.

Galípolo ainda pontuou que os BCs de todo o mundo têm olhado dados com parcimônia para a condução da política monetária.

No começo do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por iniciar o ciclo de afrouxamento monetário com uma queda de 0,50 ponto porcentual dos juros básicos, para 13,25% ao ano, o que surpreendeu uma parte do mercado, que apostava majoritariamente em uma queda mais “parcimoniosa”, de 0,25 ponto. O colegiado sinalizou ainda a manutenção do ritmo de cortes nas próximas reuniões.

Simpatia

O diretor de Política Monetária do Banco Central disse que o Brasil tem simpatia e aceitação no cenário internacional, considerando a atual conjuntura de pós-pandemia, com a guerra da Ucrânia e efeitos de política sincronizada de desinflação.

“O Brasil tem simpatia e uma boa aceitação no cenário internacional, ou vem apresentando até agora, por uma série de questões, muitas delas estruturais”, disse ele, destacando que o País tem o benefício de ter reservas internacionais elevadas na comparação com outros países emergentes.

Galípolo também disse que o Brasil tem vantagem de poder assumir papel de protagonismo em transição energética, garantindo sustentabilidade ambiental, social e econômica. Ele ainda mencionou que o País tem notícias positivas em renda fixa e em fundos imobiliários, que são reflexo da melhoria do ambiente econômico no País.

Em relação ao cenário internacional, o diretor do BC pontuou que a desaceleração da China pode desacelerar a inflação no mundo com impacto no Brasil, e por isso os bancos centrais de todo o mundo estão acompanhando com atenção o cenário inflacionário.

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