CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Juros: IPCA sustenta baixa nos curtos, mas longos zeram queda e ficam estáveis

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 encerrou em 12,440%, de 12,432% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Os juros futuros fecharam a sexta-feira, 11, em leve baixa até os vencimentos intermediários, enquanto os longos mostravam estabilidade. Pela manhã, o alívio nos prêmios de risco era mais contundente, mas à tarde o ambiente internacional de maior cautela reduziu o ritmo das taxas. A ponta curta até o miolo ainda preservava na segunda etapa o sinal de queda, pela leitura positiva dos preços de abertura do IPCA de julho. Mas os longos sentiram em alguma medida o peso da escalada dos Treasuries, ainda assim considerados bem comportados. No balanço da semana, a curva ganhou inclinação, com as taxas curtas e intermediárias computando baixa e as longas, estabilidade.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 encerrou em 12,440%, de 12,432% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 projetava 10,34%, de 10,38% ontem no ajuste. A do DI para janeiro de 2027 passou de 10,01% para 9,99%. O DI para janeiro de 2029 tinha taxa de 10,52%, de 10,53% ontem no ajuste.

Na semana da ata do Copom e do IPCA de julho, a curva acumulou queda de até 15 pontos nos vencimentos de curto e médio prazos em relação aos níveis da sexta-feira passada, enquanto as taxas longas ficaram no mesmo nível. O desenho da curva reflete basicamente o aumento das apostas na aceleração do ritmo de cortes da Selic, ainda que tanto a ata quanto as manifestações de membros do Banco Central nesta semana tenham indicado ser “pouco provável” a mudança na dose de 0,50 ponto porcentual.

Na precificação da curva, a probabilidade de queda de 0,75 ponto para a Selic para o Copom de setembro, que girava em torno de 30% na segunda-feira, fechou a semana em 40%, enquanto a de corte de 0,50 caiu de cerca de 70% para 60%. Para o fim do ano, os DIs indicam Selic pouco abaixo de 11,50% e no fim de 2024, entre 8,75% e 9%.

O mercado relevou o fato de que o IPCA de julho, de 0,12%, ficou no teto das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, ante queda de 0,08% em junho, e focou as atenções nos preços de abertura, que agradaram, principalmente a desaceleração de preços de serviços e serviços subjacentes aos quais o Banco Central vêm dando muita ênfase. Além disso, os núcleos arrefeceram e o índice de difusão caiu de 49% para 46%.

“Há uma inequívoca melhora nas leituras recentes do IPCA no tocante às métricas de serviços e núcleos, o que possivelmente aumentará as apostas para corte de 0,75 pp na próxima reunião do Copom, apesar de considerarmos que o número de hoje ainda é consistente com um corte de 0,50 pp”, avalia Alexandre Maluf, economista da XP.

À tarde, as taxas ficaram mais acomodadas, tanto pelo exterior mais negativo – a taxa das T-Notes de dez anos tocou 4,17% – quanto pelo aumento da percepção de que um reajuste de preços pela Petrobras é questão de tempo, dada a defasagem ante as corações internacionais.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN