CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Seminário reúne servidores interessados em políticas públicas para o segmento LGBTI+
Seminário Dialogando Sobre a Diversidade nas Políticas Públicas, no Salão de Atos do Parque Barigui. Curitiba, 10/08/2023. Foto: Hully Paiva/SMCS

Seminário reúne servidores interessados em políticas públicas para o segmento LGBTI+

Abrigos da Prefeitura de Curitiba têm noite com recorde de acolhimento de pessoas em situação de rua Educação ambiental: moradores de Curitiba vão......

Publicado em

Por CGN

Publicidade
Imagem referente a Seminário reúne servidores interessados em políticas públicas para o segmento LGBTI+
Seminário Dialogando Sobre a Diversidade nas Políticas Públicas, no Salão de Atos do Parque Barigui. Curitiba, 10/08/2023. Foto: Hully Paiva/SMCS

Como os servidores públicos podem, com o seu trabalho, ajudar no enfrentamento à discriminação, ao preconceito e à violência contra o público LGBTI+ foi o assunto do seminário Dialogando Sobre a Diversidade nas Políticas Públicas, promovido pela Assessoria de Políticas da Diversidade Sexual nesta quinta-feira (10/8), no Salão de Atos do Parque Barigui.

O psicólogo Leonardo Bastos, especialista em Políticas Públicas LGBT+ e ex-subsecretário de Políticas Públicas LGBT+ do Mato Grosso do Sul, abriu o evento. “A criminalização da LGTBIfobia foi a virada de chave para o avanço dos direitos da nossa população, e agora a preocupação que se impõe ao poder público é respeitá-los”, disse.

Visibilidade e inclusão

Para uma plateia formada por servidores de todas as áreas da Prefeitura, Bastos lembrou a importância de os formulários dos diferentes serviços terem espaços para identificação do público LGBTI+. Em Curitiba, é o caso da rede municipal de saúde, que dá espaço ao nome social dos pacientes que assim preferem se identificar, e a plataforma Conecta Curitiba, cuja base de dados pede o registro da orientação sexual e identidade de gênero do público em geral.

“Se as informações sobre o universo LGBTI+ não emergem, não é possível enxergá-lo adequadamente. Então, ficamos sem indicadores para o planejamento das políticas públicas, além de continuar aberto o espaço para a discriminação e a violência, que não podem ser toleradas”, frisou Bastos, que chama a atenção para mais um desafio: a empregabilidade do segmento.

“Precisamos continuar vivos e saudáveis, como qualquer pessoa, mas não só isso. Precisamos trabalhar e as políticas públicas podem e precisam ser eficientes ao oferecer cursos e capacitações visando ao emprego e empreendedorismo”, disse.

Especialistas

À tarde, durante a mesa de debates aberta aos participantes e mediada por Leonardo Bastos, compareceram a especialista em Direitos Constitucionais e em Gestão Pública Ana Raggio; e o coordenador nacional do Ibrat (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades da Aliança Nacional LGBTI+) e membro do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania Fabian Algarte.

Também debateram com o público a coordenadora nacional do LesboCenso e vice-presidenta do Conselho Municipal de Diversidade Sexual, Grazielle Tagliamento; a ouvidora-geral da Defensoria Pública do Paraná, Karollyne Nascimento; e a fundadora e coordenadora da ONG Mães pela Diversidade no Paraná, Marise Felix.

Conhecimento para a prática

A educadora social Roseli Gonçalves e a psicóloga Cristina Yuasa trabalham na FAS (Fundação de Ação Social) e elogiaram o seminário. “É necessário entender a diversidade sexual para podermos atender melhor o público, seja LGBTI+ ou familiares de LGBTI+”, disse Roseli.

Para Cristina, a oportunidade de aprendizagem é importante para a reflexão sobre o acolhimento da população. “A partir disso, somos estimulados a pensar e propor soluções para problemas típicos desse público, como o isolamento”, disse. Segundo ela, a oferta de grupos – como rodas de conversa – ajudaria as pessoas a se fortalecerem. “Seria importante para sair da caminhada solitária, que pode ser perigosa, ampliar riscos e a vulnerabilidade”, argumentou.

O professor de Educação Física Carlos Marchiotti, da Assessoria da Juventude da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) e suplente no Conselho Municipal da Diversidade Sexual, contou que os conhecimentos adquiridos no seminário serão replicados por mensagem para as equipes regionais.

“O preconceito é um assunto que emerge com frequência nas atividades físicas, em especial nas escolas, e os professores precisam estar preparados para orientar adequadamente a garotada”, disse.

Segurança humanizada

A Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito destacou para o evento os guardas municipais Carlos Oliveira e Marcos Araújo. A escolha não foi aleatória. Os dois atuam em uma área sensível para a corporação: a instrução sobre Direitos Humanos, repassada em cursos obrigatórios oferecidos no Centro de Formação da Guarda.

“É muito bom para enriquecermos a abordagem do tema Diversidade Sexual as aulas de qualificação profissional”, disse Araújo. O assunto, observou Oliveira, também é tratado de forma lúdica pelo teatro de fantoches da Guarda. “O combate ao preconceito entra em cena quando o assunto dos bonecos é o bullying”, lembrou.

Participaram do evento o assessor de Políticas da Diversidade Sexual, Fernando Ruthes; a assessora de Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres, Elenice Malzoni; a secretária municipal da Saúde, Beatriz Nadas; a presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Maria Alice Erthal; o coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania da Defensoria Pública do Paraná, Antônio Vítor Barbosa de Almeida; o delegado da Mulher, Emanuel Almeida: e a assessora de Planejamento da Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito, Suzana Lins Affonso da Costa.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN