
Motorista de aplicativo baleado ‘sem nenhum motivo’ morre no hospital
A vítima estava internada há dois dias em estado grave no Hospital Evangélico ...
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Por Fábio Wronski

O motorista de aplicativo Gabriel Padilha, de 24 anos, morreu após ser baleado na cabeça na madrugada da terça-feira (14), no bairro Novo Mundo, em Curitiba. A vítima estava internada em estado grave no Hospital Evangélico. Gabriel foi encontrado ferido há algumas quadras de onde foi achado o veículo que usava para trabalho, um Voyage, de cor preta, na rua Carolina Castelli. O carro usado pelo motorista foi encontrado com diversas marcas de sangue.
No local do crime, em entrevista à Banda B, a delegada Tathiana Guzella, da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), revelou que o estado de saúde de Gabriel era crítico. A principal suspeita do crime, até aquele momento, era de um possível assalto.
“O carro tem rastreamento e estamos tentando ver toda a rota que ele percorreu”, explicou a delegada na terça-feira.
Assim que notificada do crime, a Polícia Civil (PCPR) deu início imediato às diligências. Cerca de dez horas depois, já na quarta-feira (15) a DHPP identificou e prendeu dois homens, de 20 e 32 anos, acusados do crime. Por meio do rastreador do carro da vítima, os policiais civis analisaram todo o percurso realizado pela vítima nas horas que antecederam o fato.
Segundo o delegado Thiago Nóbrega também da DHPP, os policiais chegaram até uma distribuidora de bebidas, no bairro Novo Mundo. Na local, um dos suspeitos foi localizado e confessou.
“Esse suspeito foi abordado e acabou confessando para a equipe policial a prática do crime. Também relatou que na casa onde mora estava a arma de fogo e o comparsa que participou junto deste bárbaro crime”, revelou.
A partir deste momento, a equipe foi até a casa do suspeito. Ao entrar na residência, localizaram a arma e o amigo, que também confessou o envolvimento no crime. Diante da confissão, os suspeitos foram presos em flagrante.
Nóbrega falou como que transcorreu a noite antes de ocorrer o crime.
“Os presos disseram que passaram a noite em uma casa de prostituição. Por volta das 4h da manhã da terça-feira (14), solicitaram uma corrida. A vítima foi até o local. No meio do caminho, parou nesta distribuidora de bebidas. Um dos suspeitos desceu para comprar gelo. Ao seguir para a casa destes, no caminho, sem qualquer motivo plausível, efetuou um disparo na cabeça da vítima e acabaram largando o corpo e o carro na localidade”, explicou.
O delegado revelou que os presos apenas afirmaram que que resolveram atirar contra a vítima, que nem conheciam.
“Não conheciam a vítima. Naquela noite, eles apenas acionaram a corrida por um aplicativo de celular. Sem nenhuma razão, decidiram mata-la quando estavam chegando no ponto final”, finalizou.
Os suspeitos foram autuados em flagrante por homicídio qualificado na forma tentada.
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