Mattos explica saída de Prass do Palmeiras e diz ter sido correto com o goleiro

“Essa (história) me chateou… Antes do jogo contra o Grêmio (pelo Brasileirão), eu, o presidente (Maurício Galiotte), o Mano (Menezes, então técnico), o Cícero (gerente de...

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Por Agência Estado

Ex-CEO do Palmeiras e hoje diretor de futebol no Atlético-MG, Alexandre Mattos comentou sobre algumas das polêmicas de sua passagem pelo clube alviverde durante entrevista ao canal de TV Fox Sports. Mattos deu sua versão de como ocorreu a saída de Fernando Prass do clube – o goleiro fez críticas ao ex-diretor em sua coletiva de despedida pela existência de um contrato de gaveta para o colega de posição Jailson, cujo vínculo se encerraria junto com o de Prass.

“Essa (história) me chateou… Antes do jogo contra o Grêmio (pelo Brasileirão), eu, o presidente (Maurício Galiotte), o Mano (Menezes, então técnico), o Cícero (gerente de futebol), o Paulo Buosi e o Alexandre Zanotta (vice-presidentes) decidimos que ficaria o Jailson e liberaríamos o Prass. Lembro que falei que ia avisá-lo, mas pediram para avisar só faltando um jogo. Porque tem toda comoção da torcida. Fui demitido uma semana depois, e mantiveram o planejamento. Por que fiquei responsável planejamento se fui demitido?”, questionou Mattos.

“Tenho um respeito enorme pelo Prass. O Prass é um dos maiores profissionais que eu trabalhei. Impressionante o trabalho dele no dia a dia. Eu renovei ele três vezes. A mais difícil foi com o Paulo (Nobre), em 2016, porque o Paulo considerava que o contrato que tinham feito era muito grande e caríssimo para o Palmeiras. Tive que convencer o Prass a abaixar salário. Depois, em 2017, eu e o Maurício (Galiotte) renovamos com ele, porque não tinha treinador e, quando chegou o Roger, falou que podia liberar o Prass e nós não deixamos”, relatou Galiotte, afirmando que o planejamento era liberar o goleiro após o título brasileiro de 2018, mas que ele mudou e renovou com Prass.

No entanto, Mattos afirmou que acredita que a decisão que tomou foi correta. “Se eu estivesse lá, o Prass ia sair. Tem 41 anos, há dois anos e meio não era titular, vinha sendo o terceiro goleiro e era um dos maiores salários do Palmeiras. Estava incompatível isso. Ele tem uma relevância, o considero para caramba. Um dia vou conversar com ele, tirar essa mágoa do coração dele. Uma dúvida que ele tem e esclareço publicamente agora: pedia para não dar entrevista porque o Oscar Rodriguez, preparador de goleiros, me pedia. Porque, quando ele dava entrevista pedindo para jogar e renovar, o Jailson e o Weverton ficavam chateados. Era para manter um bom ambiente”, revelou o atual dirigente atleticano.

BRUNO HENRIQUE – Mattos também falou sobre as críticas que sofreu ao longo de 2019 pelo Palmeiras ter contratado o atacante Carlos Eduardo por um valor próximo ao que o Flamengo pagou para tirar Bruno Henrique do Santos. Enquanto o atleta rubro-negro rendeu e foi protagonista nos títulos conquistados pela equipe, o alviverde não teve sucesso e acabou sendo emprestado ao Athletico-PR.
“Teve uma reunião de presidentes, e o Maurício me ligou falando que o presidente do Santos estava chateado com o Flamengo, perguntou se eu queria o Bruno Henrique. Eu falei ‘claro que queremos, quanto ele quer? Dez milhões de euros (R$ 57 milhões, na cotação atual) mais o Raphael Veiga’. Falei que não era certo, o Maurício concordou, e o Bruno Henrique foi para o Flamengo por 5 milhões de euros (R$ 28,5 milhões, na cotação atual). Ninguém quer vender para rival”, justificou-se Mattos, antes de comentar novamente sobre os valores das negociações.

“(O Bruno Henrique) Virou o que virou agora, por mérito dele, mas não fez parte dos pedidos da comissão técnica, que colocou duas ou três situações, sendo uma delas o Carlos Eduardo. É muita sacanagem falar que se pagou a mesma coisa. O São Paulo comprou o Pablo por mais do que o Flamengo pagou para o Bruno Henrique, o Corinthians paga mais nos salários de Boselli e Vagner Love”, comparou.
Por fim, Mattos opinou sobre Valdivia, que já fez críticas ao dirigente nas redes sociais. Segundo ele, a decisão de não renovar com o chileno em 2015 foi de Paulo Nobre, mas o atleta acredita que tenha sido culpa dele.

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