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EUA têm sido ‘amigo generoso’ e esperamos que continuem a ser, diz diretor da OMS

Trump critica nos últimos dias o que, segundo ele, é um viés pró-China na OMS. Um porta-voz chinês, aliás, criticou a atitude americana no episódio. Ghebreyesus...

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Por Agência Estado

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O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou nesta quarta-feira (15) em entrevista coletiva o fato de que na noite de terça o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha anunciado a suspensão de financiamento à entidade. “Os EUA têm sido um amigo duradouro e generoso para a OMS e esperamos que continuem a ser”, afirmou a autoridade, durante entrevista coletiva virtual.

Trump critica nos últimos dias o que, segundo ele, é um viés pró-China na OMS. Um porta-voz chinês, aliás, criticou a atitude americana no episódio. Ghebreyesus insistiu que a OMS mantém sua missão de “servir todas as pessoas do mundo, sem discriminar” e pediu união de todos contra a pandemia de coronavírus, no quadro atual. “Nosso foco agora é parar esse vírus e salvar vidas”, afirmou.

Ghebreyesus lembrou que o trabalho da OMS durante a pandemia será revisado mais adiante, o que é parte do processo normal dos trâmites na entidade. Questionado sobre o que pode ser afetado pelo corte na contribuição dos EUA, o diretor-geral da OMS disse que isso ainda está em avaliação e evitou falar sobre valores.

O diretor executivo do Programa de Emergências à Saúde da OMS, Michael Ryan, também disse que aquele não era o momento para discutir o financiamento da entidade, mas que isso será tratado com todos os países oportunamente. “A prioridade agora é o coronavírus”, resumiu.

Além disso, Ryan foi questionado por um jornalista chileno sobre a disseminação da covid-19 no país. “Notamos que tem havido uma aceleração nos casos em alguns países da América Latina”, notou, sem citar outros casos, mas voltando a dizer que as medidas de restrição à circulação ajudam a reduzir o número de novos doentes. Em outro momento da coletiva, Ryan lembrou que as medidas de restrição à circulação de pessoas para conter a disseminação da doença cabem a cada país – e que a OMS não decide, apenas orienta sobre a questão.

Líder da resposta da OMS à pandemia, a epidemiologista Maria Van Kerkhove disse que a entidade recomenda que se troque a expressão “distanciamento social” por “distanciamento físico”, a fim de insistir na necessidade de que as pessoas mantenham conexões com parentes e amigos, com o uso da tecnologia, e também estejam atentas à saúde física e mental para enfrentar a situação.

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