Dólar hesita, mas cai após Fed e BCE

Na agenda, os investidores olham a decisão do BCE, que confirmou as expectativas do mercado e elevou juros em 25 pontos-base, dando suporte ao euro e...

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Por Agência Estado

O dólar abriu em baixa no mercado à vista nesta quinta-feira, 27, replicando o sinal predominante no exterior após a elevação de juros de 25 PB nos EUA ontem, como o esperado, mas ganhou força..

Na agenda, os investidores olham a decisão do BCE, que confirmou as expectativas do mercado e elevou juros em 25 pontos-base, dando suporte ao euro e à libra e ajudando a ampliar ganhos nas Bolsas europeias, principalmente a de Paris e Frankfurt há pouco.

Aqui, são monitorados ainda indicadores divulgados mais cedo. O IBGE informou que o IPP caiu 2,72% em junho, ante queda de 3,07% em maio. Já o Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 2,1 pontos em julho, após subir 1,1 ponto em junho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador retornou a 91,9 pontos, nível similar ao registrado em fevereiro (92 pontos). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiu 0,6 ponto porcentual nesta leitura, a 81,0%.

Ainda, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,9 pontos, a 89,5 pontos. A percepção dos empresários sobre o nível atual de demanda caiu 2,9 pontos, a 92,4 pontos, e sobre a situação atual dos negócios recuou 1,2 ponto, para 91,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) diminuiu 1,2 ponto, a 94,4 pontos. A principal contribuição de baixa partiu do indicador que mede as expectativas em relação à produção física nos três meses seguintes – que recuou 5,2 pontos, a 93,1 pontos, o pior resultado desde fevereiro (90,5 pontos). Em contrapartida, os indicadores que medem o ímpeto de contratações nos próximos três meses e a tendência dos negócios para os próximos seis subiram 0,5 e 1,0 ponto, a 100,5 pontos e 90,3 pontos, respectivamente

Lá fora, os mercados aguardam agora a entrevista da presidente do BCE, Christine Lagarde (9h45), em busca de sinais sobre os próximos passos adiante.

Um apetite por ativos de risco predomina também após balanços mistos na Europa e com expectativas ainda pela primeira leitura do PIB dos EUA do segundo trimestre (9h30).

Ontem, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que um ritmo mais gradual no aperto não significa necessariamente alta dos juros a cada duas reuniões e que existe caminho para um pouso suave na economia dos Estados Unidos. Powell, porém, deixou claro que não havia decisão tomada sobre as próximas reuniões, e que dependerão dos indicadores por vir.

Às 9h20 desta quinta, o dólar à vista tinha viés de alta de 0,04%, aos R$ 4,7299. O dólar para agosto caía 0,22%, aos R$ 4,7310, sob influência do DXY em meio a rolagens de contratos cambiais dada a proximidade do fechamento da Ptax de fim de julho, na segunda-feira.

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