Aversão a risco pesa e Ibovespa recua mais de 2%

Mais cedo, forma informados os resultados do Bank of America (BofA) do primeiro trimestre, que veio menor que o esperado, do Goldman Sachs, cujo lucro decepcionou....

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Por Agência Estado

Em dia de aversão a risco no exterior, o Ibovespa também entra nesse clima e tem queda de mais de 2%. Em seu pior momento, operou na faixa de 77 mil pontos (77.545,67 pontos), mas tenta segurar os 78 mil pontos, ainda que as perspectivas negativas não mudaram. A redução drástica nas projeções da demanda por petróleo é o principal vetor de baixa. Em meio a essa aversão a risco, o investidor ainda avalia os balanços de bancos dos EUA e dados de atividade no país mostrando os impactos do novo coronavírus.

Mais cedo, forma informados os resultados do Bank of America (BofA) do primeiro trimestre, que veio menor que o esperado, do Goldman Sachs, cujo lucro decepcionou. Os indicadores de atividade dos Estados Unidos mostraram que houve forte influência da pandemia. As vendas varejistas do país em março caíram 8,7% em março ante fevereiro, contra projeção de baixa de 8%. Foi o pior resultado mensal da história. Já o índice de atividade industrial Empire State despencou 78,2 em abril, após ter cedido 21,5 em março. A produção industrial norte-americana caiu 5,4% em março em relação a fevereiro, contrariando a previsão de declínio de 3,5%.

“Já esperávamos resultados fracos, mas mostraram ainda mais fraqueza. A tendência é que os dados de abril fiquem ainda piores, pois captarão com mais influência os impactos do coronavírus”, estima William Teixeira, head de renda variável da Messem Investimentos. ÀS 11h32, o Ibovespa cedia 1,99%, aos 78.324,86 pontos. Em Nova York, a perda máxima era de 2,72% e de 3,53% na Europa.

Apesar das dúvidas internas relacionadas ao âmbito político, um operador afirma que o pessimismo externo é que prevalecerá na B3. “É o que tem ocorrido. O cenário internacional tem preponderado sobre o doméstico. E hoje, pior ainda, pois a bola da vez é o petróleo”, descreve.

A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que a demanda global sofrerá baixa recorde de 9,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2020. Os preços do petróleo, que já vinham cedendo antes da pandemia do novo coronavírus, mantiveram-se em baixa. A cotação da commodity em Nova York chegou a ser negociada em US$ 19,20, na mínima, mas às 11h25, estava em US$ 19,98 o barril, depois de até ter operado rapidamente em leve alta há instantes.

A avaliação da AIE de que a demanda de petróleo recuará neste ano e que os estoques de óleo seguirão em alta, com risco para a capacidade de armazenamento, derruba suas cotações e desencadeia um aumento da aversão ao risco. “O ambiente externo desfavorável deve pesar negativamente nos mercados locais, enquanto governo estuda medidas de apoio creditício a diferentes setores da economia”, cita em nota a MCM Consultores.

Ainda que com menos influência, o investidor acompanha a animosidade entre governo e Congresso, após “nova piora das relações entre governo e Câmara dos Deputados por causa da ajuda aos Estados”, acrescenta a MCM.

Após a Câmara aprovar o pacote de ajuda de quase R$ 90 bilhões aos Estados e municípios na segunda-feira, sem cobrar contrapartidas dos governadores e prefeitos, o Senado resolveu segurar o projeto até a Câmara votar propostas de senadores que tramitam na Casa. Os senadores cobram dos deputados a votação imediata de pelo menos duas propostas do Senado: a ampliação do auxílio emergencial a trabalhadores informais e a criação de uma linha de crédito para micro e pequenas empresas.

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