
Equipe de hospital adota medida inusitada para atender pacientes com Covid-19 em Curitiba
A medida foi implantada nesta terça-feira (14) e já tem agradado os pacientes e profissionais da saúde...
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Por Luiz Oliveira

A equipe multidisciplinar do Hospital do Trabalhador, que cuida dos pacientes com a confirmação ou suspeita de Coronavírus, adotou nesta terça-feira (14) uma forma diferente para se identificar e humanizar o atendimento. O nome e a foto do rosto dos profissionais de saúde foi impresso e colado em cima dos aventais de cada integrante da equipe da UTI, que ficam “escondidos” quando estão paramentados com os EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual).
A médica Mariana Cosentino explicou em entrevista à Banda B que a ideia surgiu depois que ela viu o método sendo usado em hospitais fora do Brasil. “Alguns amigos me enviaram postagens sobre equipes de hospitais de fora do Brasil que começaram a colocar foto do rosto com o nome em seus próprios aventais e decidimos adotar isso aqui também”, contou ela.
O novo Coronavírus trouxe consigo diversas mudanças e desafios, e uma delas é a relação existente entre o profissional da saúde e o paciente. Agora, por conta dos EPI’s, indispensáveis para a não contaminação por parte dos profissionais, o paciente consegue ver apenas os olhos de quem está lhe atendendo. A nova forma de identificação dos profissionais foi bem aceita pela equipe e pelos paciente logo no primeiro dia.
“Eles não conseguem ver nossas expressões, nossos sorrisos… eles enxergam apenas os olhos, não sabem quem está atendendo e qual é a fisionomia do profissional”, disse Cosentino.
A médica acredita que os pacientes sentem-se mais acolhidos com a iniciativa.
Humanização
O Hospital do Trabalhador, mais especificamente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sempre prezou pelo atendimento humanizado, como relata Mariana. Antes da Covid-19, pacientes internados na UTI podiam receber seus familiares e permanecerem com eles durante 24 horas. Mas com o novo vírus, a situação já não é mais essa.
“Essa pandemia têm sido um desafio para todos. Antes do coronavírus, nosso atendimento na UTI já era humanizado. Os parentes dos pacientes podiam ficar aqui 24 horas, mas agora não é mais possível”, observou Mariana.
As informações são do site Banda B.
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